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28 de Janeiro: São Tomé e Príncipe assinala o Dia Internacional da Privacidade e Proteção de Dados Pessoais

A data foi instituída com base na Convenção Europeia de 1981, tornando-se um instrumento internacional a partir de 2006, permitindo a adesão de países fora da Europa. Atualmente, é considerado o principal referencial global em matéria de proteção de dados pessoais.


 “Estamos num mundo onde os dados se tornaram o recurso mais valioso do planeta. A proteção da informação é hoje uma questão de direitos fundamentais do cidadão.” José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP




Com o avanço acelerado da inteligência artificial, crescem também os riscos de uso indevido da informação pessoal, incluindo manipulação de imagens, deepfakes e violações da privacidade.

 

 “A inteligência artificial já faz parte do nosso dia-a-dia, seja na vida profissional ou  social. Por isso, é essencial garantir que os dados pessoais sejam tratados com segurança, ética e responsabilidade.” José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP

 


Este ano, a Agência Nacional de Proteção de Dados optou por assinalar a data através dos meios de comunicação social, com o objetivo de sensibilizar cidadãos e instituições públicas e privadas para a adoção de uma verdadeira cultura de proteção de dados.

 “A nossa maior dificuldade continua a ser a falta de proatividade de algumas instituições, sobretudo públicas, no cumprimento da Lei de Proteção de Dados Pessoais.” José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP


Desde a sua instalação, há cerca de oito anos, a agência atua através do controlo prévio, exigindo autorização para o tratamento de dados, especialmente os considerados sensíveis.

“A proteção de dados não significa guardar informações na agência, mas fiscalizar quem trata dados para que o faça de acordo com a lei.”  José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP

 


A Agência alerta ainda para a exposição excessiva de dados, sobretudo imagens de crianças nas redes sociais, que podem ser manipuladas futuramente com recurso à inteligência artificial.


 “O cidadão deve ter consciência do que expõe. A informação circula mais do que qualquer outro valor e pode gerar constrangimentos no futuro.” José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP


 
A instituição anunciou também que passará a divulgar publicamente a lista de entidades que não cumprem a Lei de Proteção de Dados Pessoais, além da aplicação de multas previstas na legislação.

 “Estamos a falar de um direito fundamental consagrado na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.” José Manuel Costa Alegre / Diretor da ANPDP



O Dia Internacional da Privacidade e da Proteção de Dados Pessoais serve, assim, como um alerta para a necessidade de maior responsabilidade no uso da informação, num mundo cada vez mais digital e interligado.



POR: Varela Tavares

Imagem: TVS

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