Autoridades reforçam presença no terreno após dias de tensão em Santo Amaro, Bôbô Fôrro e Madalena; polícia apela à calma e ao respeito pela lei.
As forças de defesa e segurança de São Tomé e Príncipe realizaram uma operação conjunta que culminou na detenção de 32 cidadãos, na sequência de manifestações registadas entre os dias 24 e 26 de março em diferentes pontos do país.

De acordo com um comunicado da Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe, os primeiros incidentes ocorreram no dia 24 de março, na localidade de Santo Amaro, onde manifestantes terão arremessado pedras contra o dispositivo policial. A ação resultou em ferimentos em dois oficiais e danos numa viatura policial que se encontrava no local.
Apesar da tensão, as autoridades no terreno optaram por manter um diálogo com os manifestantes, numa tentativa de evitar o agravamento da situação e preservar a ordem pública.

A situação voltou a intensificar-se no dia 26 de março, com a continuidade das manifestações em Bôbô Fôrro, Madalena e zonas circundantes. Perante o cenário, foi mobilizada uma força conjunta envolvendo as forças de defesa e segurança, em articulação com o Ministério Público.
Segundo a polícia, a intervenção permitiu a remoção rápida de várias barricadas erguidas nas vias públicas, restabelecendo a circulação e a normalidade nas áreas afetadas.

Durante as operações, foram detidos 32 indivíduos 29 homens e 3 mulheres que deverão ser apresentados às autoridades judiciais no dia 27 de março para o primeiro interrogatório.
A PNSTP garante que a atuação das forças no terreno respeitou os princípios legais e foi proporcional às circunstâncias enfrentadas. Ainda assim, a corporação reconheceu um incidente isolado, amplamente divulgado nas redes sociais, envolvendo um agente policial que apontava uma arma de fogo com bala de salva para dispersar manifestantes que atiravam pedras.
No comunicado, a polícia sublinha que continuará vigilante e pronta para intervir contra quaisquer atos que violem a lei, reforçando o seu papel na manutenção da ordem pública.
As autoridades recordam ainda que o direito à manifestação deve ser exercido de forma pacífica e dentro dos limites legais, apelando à calma, serenidade e colaboração da população.
O contexto das manifestações não foi detalhado no comunicado, mas os episódios refletem um clima de tensão social em algumas comunidades, levantando preocupações sobre a segurança e a estabilidade local.
Fonte: Pagina Oficial do Facebook da / PNSTP
Por: Varela Tavares