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O distrito de Caué, em São Tomé e Príncipe, deu início a uma ação intensiva de combate à malária, focada na localidade de Ribeira Peixe, considerada uma das áreas com maior incidência da doença no país.




A iniciativa, prevista para durar três meses, é coordenada pelo Programa Nacional de Eliminação de Paludismo, em parceria com as autoridades de saúde locais e outras instituições sanitárias.



Didiena Vilhete, coordenadora do programa, explicou que a ação está inserida no plano de intensificação da eliminação da malária no distrito. “Hoje é o arranque desta atividade, programada para três meses, tendo em conta o aumento de casos de paludismo em Caué. Em colaboração com a área de saúde e outros institutos, estamos aqui para realizar atividades que contribuem para a eliminação da doença”, afirmou.




Durante uma visita às comunidades, a equipe constatou avanços, mas também identificou áreas que necessitam de melhorias. Segundo Didiena Vilhete, “há muito trabalho a ser feito, especialmente no controle do vetor e no cumprimento do protocolo terapêutico. Todos os doentes devem ser tratados sob observação direta e acompanhados até 28 dias.”




O Ministro da Saúde, Celso Matos destacou a importância do envolvimento da população.

“Sem a colaboração da comunidade, os esforços dos agentes de saúde não terão o impacto necessário. Estamos implementando ações intensivas para verificar o trabalho dos agentes, identificar pontos críticos e orientar a população sobre prevenção e tratamento”




 O ministro acrescentou que o uso de mosquiteiros permanece insuficiente em algumas áreas e que a gestão adequada do lixo é crucial para reduzir focos do mosquito transmissor.


Rosindo Gertrudes, agente comunitário, reforçou o papel da comunidade no combate à doença.


“Todos que vivem aqui devem participar, dando exemplo na limpeza e no descarte correto do lixo. O governo está a trabalhar, mas precisamos assumir a responsabilidade. Só assim podemos reduzir os casos de malária e proteger nossas famílias”, sublinhou.




O programa prevê ações educativas nas escolas, visitas domiciliares e campanhas de sensibilização, unindo autoridades, agentes de saúde e a população, com o objetivo de reverter a tendência de aumento de casos e contribuir para a eliminação da malária no país.

 

 POR: Varela Tavares

Imagem: TVS

Edição: André Trindade

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