Desde 2010, as missões de oftalmologia têm levado assistência médica especializada à população são-tomense, através de consultas, intervenções cirúrgicas, formação e disponibilização de equipamentos.

Implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto procura reduzir a cegueira evitável e garantir cuidados oftalmológicos mais acessíveis.
Entre os resultados destacados está também a formação da primeira médica oftalmologista são-tomense, um passo importante para a sustentabilidade dos serviços nacionais.

Embaixador de Portugal : Luís da Silva
“Em 2024, realizaram-se três missões, com cerca de 1.900 consultas e 285 intervenções cirúrgicas. Mais do que os números, importa o impacto na vida das pessoas que recuperaram ou melhoraram a visão e o reforço das capacidades dos profissionais são-tomenses.”
Os dados apresentados mostram a dimensão da assistência prestada. Em 2023, foram realizadas mais de 1.200 consultas e 280 cirurgias. No ano seguinte, o número de consultas aumentou para cerca de 1.900, com 285 intervenções cirúrgicas.
Em 2025, as missões asseguraram novamente mais de 1.200 consultas, além de atividade cirúrgica, acompanhamento de enfermagem e formação em contexto de trabalho.

Ministro da Saúde:Celso Matos
“O Ministério da Saúde reafirma o compromisso de continuar a fortalecer os serviços de saúde ocular e aproximar os cuidados da população, em colaboração com os profissionais de saúde e os parceiros nacionais e internacionais.”
A prevenção e o diagnóstico precoce continuam a ser prioridades, sobretudo junto das crianças e das pessoas idosas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma parte significativa dos casos de deficiência visual pode ser prevenida ou tratada.

Além das missões médicas, o projeto contribuiu para melhorar a capacidade de diagnóstico e tratamento, através da instalação de equipamentos hospitalares, da oferta de óculos para correção visual e do reforço dos serviços de oftalmologia, incluindo na Região Autónoma do Príncipe.
Os responsáveis defendem a continuidade da cooperação, com aposta na formação, na partilha de conhecimento e no fortalecimento das instituições nacionais.