Uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) já se encontra em São Tomé e Príncipe para realizar a terceira avaliação do programa económico firmado com o Governo santomense, em vigor desde dezembro de 2024.

A equipa, proveniente de Washington, deverá permanecer no país durante duas semanas, com o objetivo de analisar o desempenho económico recente, identificar desafios e avaliar a continuidade do apoio financeiro internacional.
"Estamos agora para fazer a terceira avaliação do programa e esperamos poder incorporar toda a informação, todas as questões que estão acontecendo recentemente para poder ajudar o país."
Gustavo Ramirez / Representante do FMI para São Tomé e Príncipe

A análise
inclui também o impacto de fatores externos, com destaque para o aumento do
preço dos combustíveis, que tem pressionado a economia nacional e colocado
desafios adicionais à gestão governamental.
"Estamos
mirando quais são as condições que o país está enfrentando, incluindo o choque
externo, o problema dos combustíveis e a capacidade do governo para enfrentar
esta crise e seguir com o programa."
Durante esta missão, os técnicos vão proceder à recolha e análise detalhada de dados económicos, numa abordagem considerada altamente especializada.
"A equipa vai estar olhando todas as cifras: inflação, crescimento e os desafios que a crise energética gerou no país no ano passado."

Concluída
esta fase, o relatório será apresentado na sede do FMI, em Washington, onde
será tomada a decisão sobre o próximo desembolso financeiro previsto no acordo
com o Estado de STP.
"Depois
a equipa vai apresentar este reporte em Washington e haverá um desembolso que
faz parte do programa, uma ajuda financeira já acordada com o governo. A cifra
é importante, mas o mais importante é o efeito catalisador que o programa tem
para mobilizar outros parceiros." Gustavo Ramirez
Para além do apoio direto, o FMI sublinha o papel estratégico do programa na mobilização de outros parceiros internacionais, reforçando o financiamento externo ao país.

A avaliação
agora em curso será determinante para definir os próximos passos da cooperação
financeira e o ritmo de recuperação económica nacional.
IMAGEM: Carlos Magalhães
Edição: André Trindade
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