Perante o aumento de fenómenos climáticos extremos, jornalistas de São Tomé e Príncipe têm participado em ações de formação destinadas a reforçar o seu papel na cobertura e divulgação de informações sobre mudanças climáticas.

As sessões incluem workshops, ateliês e outras iniciativas de capacitação voltadas para profissionais da comunicação social. O objetivo é melhorar a qualidade da informação transmitida ao público e fortalecer o papel da imprensa na prevenção de riscos. Durante a formação, um responsável pelo projeto destacou a importância de investir na capacitação dos jornalistas para enfrentar os desafios atuais.
“São várias sessões que nós temos visto que os jornalistas têm estado a passar, workshops, ateliês, capacitação. Eu acho que é extremamente importante, sobretudo nestas questões relacionadas com os fenómenos extremos ligados às mudanças climáticas” Segundo o responsável, quanto maior for o nível de preparação dos profissionais da comunicação social, maior será a contribuição para o país.
“Quanto mais capacitação, quanto mais formação e quanto mais informados estiverem os jornalistas, muito melhor para o país e muito melhor para o mundo”, acrescentou Arlindo Carvalho
Os fenómenos extremos têm sido cada vez mais frequentes e intensos em várias regiões do planeta. São Tomé e Príncipe também tem registado episódios de inundações, tempestades e outros eventos climáticos que afetam diretamente as comunidades.
Neste contexto, os jornalistas são chamados a desempenhar um papel estratégico.
“Os jornalistas têm dois papéis fundamentais. Um deles é informar e relatar aquilo que está a acontecer”
Isso inclui noticiar acontecimentos como inundações, incêndios ou secas, bem como apresentar dados sobre vítimas, prejuízos e impactos económicos. No entanto, segundo o interveniente, o trabalho da comunicação social não deve limitar-se à cobertura dos acontecimentos.
“Outra questão fundamental é prevenir antes das coisas acontecerem. Os jornalistas têm um papel importante na educação e na sensibilização das pessoas”, afirmou Arlindo Carvalho
De acordo com o responsável, a informação pode ajudar as comunidades a preparar-se melhor para lidar com fenómenos extremos e reduzir os seus impactos. Paralelamente, projetos de adaptação às mudanças climáticas estão a ser implementados no país com o objetivo de minimizar riscos.
“O projeto tem estado a trabalhar na questão da previsão e na preparação de condições para que, mesmo que o fenómeno extremo aconteça, os impactos sobre a população sejam mínimos”, explicou Arlindo Carvalho
Estão em curso projetos de proteção costeira, criação de zonas seguras para populações em risco e melhoria das redes de drenagem, com o objetivo de reduzir os impactos das inundações. Segundo o responsável, a comunicação social tem um papel importante na sensibilização da população sobre a importância dessas intervenções.
“É necessário que os jornalistas acompanhem para educar a comunidade e mostrar que esses investimentos são extremamente importantes para preservar vidas”, destacou.

O responsável alertou ainda que muitos desastres são agravados por ações humanas, o que torna a sensibilização ainda mais necessária.
“A maioria das coisas que acontecem são devido às mãos humanas. Se nós pudermos minimizar ou evitar isso, os impactos económicos, sociais e financeiros serão muito menores”, afirmou Arlindo Carvalho
Diante desse cenário, a capacitação dos jornalistas é vista como uma estratégia essencial para fortalecer a comunicação sobre mudanças climáticas e aumentar a capacidade de prevenção e resposta da sociedade.
“O jornalista tem um papel
importante na informação, na educação e na sensibilização da população”, concluiu
Jornalista: Varela Tavares
Imagem: TVS
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