As fortes chuvas registadas nos últimos meses agravaram o estado de degradação das estradas da capital santomense.
Face à situação, o Instituto Nacional de Estradas anunciou uma intervenção imediata para melhorar a circulação automóvel e pedonal na cidade.
*“Nos próximos dias vamos fazer uma intervenção dentro da nossa cidade, porque realmente as últimas chovadas provocaram muita degradação ao nível do pavimento.”*

O diretor do INAE reconhece que o problema das vias urbanas é antigo e estrutural, uma vez que grande parte do pavimento remonta ao período colonial.
*“O pavimento da cidade capital já vem da época colonial. Está completamente degradado e a própria base carece de intervenção.”*
Apesar da urgência, o responsável admite que a intervenção prevista será apenas temporária e superficial.
*“Qualquer intervenção que a gente faça hoje é superficial, porque realmente a cidade merece uma intervenção de fundo.”*
Segundo o INAE, a prioridade passa pela reabilitação completa do sistema de drenagem da cidade, apontado como uma das principais causas da degradação das estradas.
Para concretizar essa intervenção estrutural, o Governo conta com o apoio de parceiros internacionais, entre eles o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a petrolífera Total.
*“Estamos a trabalhar com o PNUD e com a Total para fazer essa intervenção de drenagem da cidade capital.”*
Enquanto isso, as equipas técnicas deverão avançar nos próximos dias com a tapagem dos buracos mais críticos.
*“O problema dos buracos é imediato. Já temos todos os levantamentos feitos.”*
Durante a entrevista, o diretor do INAE falou ainda sobre outras obras rodoviárias em curso no país, nomeadamente as estradas de Bobo-foro, Madalena, Desejada e Zona Sul.
Segundo o responsável, os trabalhos não estão parados, mas condicionados pela falta de betume importado.
*“O empreiteiro continua a fazer a parte da alvenaria. O que se passa é que não se está a fazer a pavimentação porque tem que haver importação do betume.”*
O INAE explica que, por se tratar de um país insular, a importação de materiais pode levar entre trinta a sessenta dias.