O papel da comunicação social no combate à violência baseada no género esteve no centro de uma formação dirigida a jornalistas santomenses. A iniciativa, promovida pelo Projeto Mais Igual em parceria com o CENJOR, reuniu profissionais da rádio, televisão e plataformas digitais durante duas semanas intensas de capacitação.
Guilherme Neto - REPRESENTANTE DOS FORMANDOS
“Aprendemos que informar é mais do que transmitir fatos. No jornalismo, temos o dever de comunicar com responsabilidade, rigor, ética e humanidade. Aprendemos que as palavras podem denunciar injustiças, proteger vítimas, sensibilizar comunidades e contribuir para mudanças reais.”

Na cerimónia de encerramento, os participantes destacaram a importância da formação para fortalecer um jornalismo mais humano e consciente do impacto social da informação.
Meury da Apresentação - REPRESENTANTE DOS FORMANDOS
“Como representante da Ilha do Príncipe, levo comigo a responsabilidade de transmitir o conhecimento às nossas comunidades, contribuindo para uma sociedade mais informada, mais justa e mais segura para todos.”

O Projeto Mais Igual pretende reforçar a prevenção e o combate à violência doméstica e violência baseada no género em São Tomé e Príncipe, através de ações integradas que envolvem instituições públicas, sociedade civil e órgãos de comunicação social.
Paula Pereira - Representante do instituto Português de Cooperação
“Num contexto em que a violência com base no género continua a afetar profundamente mulheres, raparigas e famílias de São Tomé e Príncipe, os meios de comunicação social têm uma responsabilidade muito relevante, não apenas a de informar, mas também a de contribuir para a mudança de comportamentos.”

Segundo os organizadores, a comunicação social pode desempenhar um papel decisivo na prevenção da violência, ajudando a desconstruir preconceitos e promovendo uma narrativa centrada na dignidade das vítimas.
FORMADORA SOFIA BRANCO / CENJOR
“O jornalismo tem um papel fundamental na prevenção e no combate da violência baseada no género e deve assegurar uma cobertura informada, ética, responsável e sensível.”

O programa de formação está estruturado em quatro módulos presenciais e inclui acompanhamento online até março de 2027. Os participantes terão ainda formação em jornalismo radiofónico, televisivo e produção audiovisual.
REPRESENTANTE DA UNIÃO EUROPEIA
“A União Europeia orgulha-se de financiar o Projeto Mais Igual e tem como objetivo contribuir para eliminar todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e raparigas em São Tomé e Príncipe.”

Os responsáveis defendem que uma comunicação social livre, ética e responsável é essencial para fortalecer a democracia e promover a igualdade de género no país.
Guilherme Neto - Representante dos Formandos
“Cada reportagem ética pode salvar vidas. Cada programa de rádio, televisão, jornal ou plataforma digital pode transformar consciências.”
A cerimónia terminou com a entrega de diplomas aos participantes e com o compromisso assumido pelos profissionais da comunicação social de continuar a usar o jornalismo como ferramenta de transformação social e defesa dos direitos humanos.