São Tomé e Príncipe enfrenta, segundo Fernando Cruz, um dos momentos mais delicados da sua história recente, marcado por dificuldades económicas e incertezas agravadas pelo contexto internacional.
“Estamos a atravessar um momento difícil das nossas
economias… temos uma economia completamente atrofiada.”

O líder político considera que o impacto de conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, poderá agravar ainda mais a situação do país, criticando o silêncio das autoridades.
“O Estado de São Tomé e Príncipe mantém-se calado, sem dizer ao povo o que é que irão fazer para minimizar os prejuízos.”
Fernando Cruz chama atenção para as dificuldades enfrentadas pelas classes sociais mais vulneráveis e pela classe média, que, segundo ele, vive atualmente sob forte pressão económica.
“A classe social mais baixa tem uma vida muito
complicada… e a classe média também hoje vive muito apertada.”
Entre as críticas, destaca-se a dependência energética e a ausência de investimentos estruturantes, como barragens hidroelétricas.
“O Estado nunca pensou em fazer uma barragem
hidroelétrica para garantir energia e desenvolvimento.”
O político questiona ainda a sustentabilidade do Orçamento Geral do Estado, fortemente dependente de financiamento externo.
“75% do orçamento é financiado pelo estrangeiro… e esses
países estão envolvidos em conflitos.”
Como alternativa, Fernando Cruz defende a diversificação de parcerias internacionais, apontando países como China e Rússia. “São países que ajudam ao desenvolvimento sem imposição política.”
Num discurso crítico, acusa o Governo e os partidos de
estarem mais focados em campanhas políticas do que na resolução dos problemas
do país. “O governo não apresenta nenhum plano… mas está todos os
dias em campanha.” Fernando Cruz destaca também problemas graves no setor da
saúde, denunciando falta de medicamentos, equipamentos e especialistas. “Temos doentes que morrem por falta de medicamentos e
reagentes nos laboratórios.”
Apresentando-se como alternativa, o líder político afirma
que pretende governar com foco no povo e no desenvolvimento nacional. “Eu não faço política para viver… eu vivo para fazer
política.” O político relembra ainda o seu percurso, destacando obras
realizadas durante a sua passagem pela Câmara de Água Grande. “Consegui um orçamento de 2 milhões de euros para
construir estrada… algo que muitos ministros nunca fizeram.” Por fim, lançou um desafio público aos restantes políticos
para um debate aberto sobre o futuro do país. “Marquem uma mesa redonda… eu estarei lá para dizer tudo
o que o país precisa.” Fernando Cruz afirma que a sua eventual candidatura à
Presidência dependerá da vontade popular e promete reformas profundas,
incluindo melhorias no setor da comunicação social.

Enquanto isso, o país continua a enfrentar desafios económicos significativos, à espera de respostas concretas por parte das autoridades.