O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou Edson da Graça Francisco Macuácua, ministro da Educação e Cultura, e Isaú Joaquim Menezes, secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, a apresentarem resultados concretos na melhoria da qualidade do ensino, na valorização dos professores e no reforço da investigação científica em Moçambique.

O desafio foi lançado esta segunda-feira, em Maputo, durante a cerimónia de tomada de posse dos dois dirigentes, numa altura em que o sector da Educação enfrenta preocupações relacionadas com as condições de trabalho dos professores, os pagamentos de horas extraordinárias e a necessidade de melhorar os resultados da aprendizagem.

Na ocasião, Chapo exigiu uma gestão orientada para resultados, recordando que os Contratos de Programa estabelecem objectivos, metas, indicadores e prazos para a avaliação do desempenho dos dirigentes públicos.
Diálogo com os professores e melhoria do ensino
Ao novo ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, o Chefe do Estado recomendou o reforço do diálogo com os professores e as suas organizações representativas, defendendo que as preocupações da classe devem ser tratadas com respeito, humildade e sentido de responsabilidade.
“Os professores são o coração do nosso sistema educativo”, afirmou Chapo, sublinhando que o diálogo não deve ocorrer apenas em momentos de crise, mas constituir uma prática permanente na gestão do sector.
Por sua vez, Macuácua assumiu o compromisso de colocar a valorização dos docentes entre as prioridades da sua actuação, apostando na aproximação aos professores, estudantes e encarregados de educação. O governante assume a pasta depois de ter exercido as funções de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, substituindo Samaria dos Anjos Filemon Tovela.
Isaú Menezes desafiado a reforçar a investigação científica
Já ao secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Isaú Joaquim Menezes, Chapo orientou a prossecução do Plano Estratégico do Ensino Superior 2026–2035, com enfoque no fortalecimento da investigação científica, na inovação tecnológica e na capacidade das instituições académicas de responderem aos desafios do desenvolvimento nacional.
O Chefe do Estado defendeu que as universidades devem assumir um papel activo na produção de conhecimento e na criação de soluções práticas para os problemas económicos e sociais do país, contribuindo para a formação de quadros qualificados e para a transformação da economia moçambicana.
A nomeação de Menezes ocorre na sequência da passagem de Macuácua para o Ministério da Educação e Cultura, no âmbito das alterações efectuadas pelo Presidente da República na composição do Governo.
Com estas orientações, o Executivo coloca os dois dirigentes perante a responsabilidade de transformar as prioridades definidas em acções mensuráveis, assegurando melhorias na qualidade do ensino, na valorização dos professores e no contributo da ciência para o desenvolvimento de Moçambique.
Por Elton Mabjaia