Num ambiente de partilha e celebração, mulheres da ACASTEP reuniram-se para assinalar o mês de março, dedicado à mulher.

A atividade, marcada por um pequeno almoço convívio, simboliza não só a comemoração, mas também a resistência e união deste grupo.
“Graças a Deus está indo bem. Estamos aqui em um pequeno almoço com as mulheres. Dia 8 de março, nós não tínhamos o meio financeiro para realizar esse almoço. E, com a ajuda de alguns apoios, conseguimos realizar esse almoço hoje.” LORENA DOS SANTOS Líder das Mulheres da ACASTEP

Apesar da adesão, a organização reconhece que muitas mulheres não conseguiram participar, deixando um apelo para maior envolvimento futuro.
“Que no outro ano todas essas pessoas possam aparecer junto para nós comemorarmos esse dia 8 das Mulheres.” LORENA DOS SANTOS
Para além da celebração, o encontro foi também um espaço de reflexão sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência visual em São Tomé e Príncipe.
“Gostaria que pessoas de direito criassem um programa para as pessoas com deficiência, um programa sucetentivo que pudesse lhes ajudar.” EUGÊNIA NETO Presidente da ACASTEP
A presidente alerta que muitas pessoas cegas vivem dependentes das famílias e sem oportunidades de inserção social e profissional.
“As pessoas que perdem visão ficam em casa, não têm ocupação nenhuma. Mas mesmo nós com deficiência visual, conseguimos dar a nossa contribuição à sociedade.” EUGÊNIA NETO

Eugênia Neto reforça que a inclusão passa por acesso à educação, formação e condições básicas de vida, defendendo uma ação mais concreta por parte das autoridades.
“Para a sociedade ser realmente inclusiva, temos que ter oportunidade, educação, estabilidade, alimentação, de tudo um pouco. Em 2025, enviamos cinco estudantes ao Brasil, três mulheres e dois rapazes. Sem vocês, não conseguiríamos fazer. Nós contamos com a sociedade de São Tomé e Príncipe.”
A CASTEP pretende expandir as suas ações a nível nacional, incluindo a Região Autónoma do Príncipe, reforçando a necessidade de apoio contínuo.
A celebração do mês da mulher na ACASTEP vai além do simbolismo e transforma-se num apelo claro por inclusão, igualdade de oportunidades e valorização das pessoas com deficiência visual no país.
POR: Ednel Abreu
IMAGEM: Carlos Magalhães
Edição: André Trindade
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