O Presidente da República Carlos Vila Nova anunciou hoje oficialmente a sua recandidatura às eleições presidenciais, afirmando que regressa com “consciência tranquila”, “sentido de dever” e “profundo amor” por São Tomé e Príncipe.
Antes da leitura da mensagem principal, o Chefe de Estado explicou a estrutura organizativa da nova campanha, esclarecendo que optou por não nomear um diretor de campanha único, mas sim criar gabinetes compostos por diferentes personalidades responsáveis pelas áreas de direção, mandato e assuntos jurídicos.
Durante a intervenção, Carlos Vila Nova destacou que assumiu o cargo num período marcado por dificuldades económicas, tensões políticas e grandes expectativas nacionais, afirmando que sempre colocou o interesse do país acima de interesses partidários ou pessoais.
“Hoje, perante a nação, anuncio com responsabilidade e convicção: sou novamente candidato a Presidente da República”, declarou. Carlos Vila Nova
O candidato afirmou que a sua decisão é motivada pela necessidade de garantir estabilidade política, continuidade institucional e resposta aos desafios ainda existentes no país.
Um dos pontos centrais do discurso foi a referência aos acontecimentos de 25 de novembro de 2022, classificados como “momentos dolorosos” que ainda deixam feridas abertas na sociedade santomense. O Presidente afirmou que “não haverá reconciliação sem verdade” e garantiu compromisso com a justiça, a dignidade das vítimas e a prevenção de novos episódios semelhantes.
Ao abordar o futuro do país, o candidato apresentou prioridades nas áreas da saúde, educação, juventude, igualdade de género, proteção ambiental e combate à corrupção. Defendeu hospitais dignos, valorização dos profissionais, oportunidades para os jovens e um Estado ao serviço do povo.
Outro destaque da intervenção foi a proposta de criação de um “Novo Pacto Nacional”, definido como um compromisso coletivo entre partidos políticos, igrejas, empresários, trabalhadores, sociedade civil e diáspora para assegurar estabilidade, justiça e desenvolvimento sustentável.
Na parte final do discurso, o Presidente pediu novamente a confiança dos cidadãos, prometendo trabalho sério, independência, coragem e união.
“Não vos prometo milagres. Prometo trabalho sério, independência, coragem e união”, afirmou.
O discurso terminou com uma mensagem dirigida especialmente aos jovens e à necessidade de continuar o progresso de São Tomé e Príncipe, defendendo que o futuro do país deve ser construído com união e estabilidade.
Por: Varela Tavares