Em entrevista, o presidente da Ordem dos Advogados, Hermann Costa, afirmou que o país caminha para um caminho “extremamente perigoso” devido à ausência de autoridade de Estado e ao sentimento crescente de injustiça entre os cidadãos. Segundo ele, a situação atual demonstra uma disfunção generalizada do aparelho estatal, onde processos desaparecem e a responsabilidade das instituições não é assumida.
“Quando o Estado não está presente na vida dos cidadãos, nada funciona na sociedade. O poder judiciário deve ser o alicerce para que os demais órgãos de soberania atuem corretamente”, destacou Hermann Costa, enfatizando a necessidade de investimento no setor da Justiça. Herman Costa Bastonário da Ordem dos Advogados de São Tomé e Príncipe
O dirigente também mencionou casos emblemáticos, como o julgamento do 25 de novembro, criticando a demora na realização dos processos e a falta de atenção às vítimas e familiares.
“O processo tem que conhecer seu desfecho. Não podemos aceitar que a impunidade reine” Herman Costa
A conferência, segundo a Ordem dos Advogados, visa promover reflexão sobre o tema e apresentar propostas às autoridades, reforçando o papel dos advogados como agentes de cidadania e fiscalizadores da legalidade.
“Nós, advogados, vamos continuar a dar voz aos cidadãos e reclamar o que está errado, até que haja medidas concretas” Herman Costa
A Ordem dos Advogados deixa claro: a impunidade tem que acabar e a autoridade
de Estado precisa ser restabelecida para garantir justiça e segurança à sociedade.
Jornalista: Varela Tavares
Imagem: TVS
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