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PRIASA justifica demora nas obras da estrada de Claudino Faro e garante lançamento do concurso público

A população de Claudino Faro, Bernardo Faro, Mato Cana e outras localidades da zona de Água Izé continua à espera do início das obras de reabilitação da estrada considerada uma das mais complexas do país.


Em resposta às preocupações dos moradores, responsáveis do projeto PRIASA explicaram que os atrasos estão ligados à complexidade técnica da obra e às exigências do financiador internacional.


O representante do projeto esclareceu que a intervenção já estava prevista desde as primeiras fases do PRIASA, mas a falta de financiamento suficiente impediu uma intervenção de fundo.



*“Infelizmente, é uma obra de grande complexidade e de um valor elevado. Tanto na primeira como na segunda fase do projeto não havia financiamento suficiente para intervir naquela estrada e resolver definitivamente o problema.”*


Segundo o responsável, durante os últimos anos foram apenas feitas intervenções pontuais para minimizar as dificuldades de circulação das populações.


Agora, com a terceira fase do projeto, financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o Governo garante que a estrada será finalmente reabilitada.




Os estudos técnicos, ambientais e sociais já foram realizados. O processo encontra-se atualmente na fase de atualização do caderno de encargos, conforme as recomendações do financiador.



*“A maior preocupação aqui é a qualidade da obra. Não adianta correr para lançar o concurso e depois surgirem problemas que venham atrasar ainda mais os trabalhos.”*


As autoridades revelam que a futura estrada terá cerca de dezoito quilómetros em calçada, sendo considerada a maior obra deste tipo alguma vez executada no país.




*“Serão 18 quilómetros em calçada. Vai ser a maior estrada feita atualmente no país.”*


Apesar das explicações, os moradores realizaram uma manifestação pacífica para demonstrar o descontentamento com a demora no arranque das obras.


O PRIASA afirma compreender a preocupação das populações e garante que o financiamento não está em causa.



*“A garantia do financiamento não está a ser colocada em causa. O importante é que os passos estão a ser dados para que a obra venha a conhecer o seu início.”*


As autoridades evitam avançar uma data concreta para o arranque dos trabalhos, explicando que ainda será necessário lançar o concurso público, aguardar a apresentação e avaliação das propostas das empresas concorrentes e obter a validação final do BAD.


O processo poderá estar concluído dentro de aproximadamente três meses.