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O representante da ONG Alisei e coordenador do Centro de Informação do Projeto TRI afirmaram que o segundo Workshop Nacional para Jornalistas representa “uma iniciativa particularmente significativa e importante” e um dos resultados mais relevantes de um projeto com duração de cinco anos.


Segundo o responsável, o Projeto TRI — financiado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Global Environment Facility (GEF) — é implementado e gerido pela Direção da Floresta e Biodiversidade, sob tutela do Ministério do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.



“O projeto sempre apostou fortemente na comunicação para que a população em geral, a opinião pública, a todos os níveis, também a nível de dirigente, de presidente das câmaras, de professores, de alunos — dizemos a população inteira — tome consciência da importância que tem a Restauração Florestal e Paisagística e o cuidado com o meio ambiente”. Ruggero Tozzo  Alisei




O coordenador destacou ainda que o reconhecimento de São Tomé e Príncipe como Património Mundial da Biosfera implica uma responsabilidade acrescida para o país.


“São Tomé e Príncipe é, de facto, um dos lugares no mundo com uma biodiversidade altíssima, sobretudo com uma história e uma cultura da própria população que tem a demonstrar ao resto do mundo como se pode manter um relacionamento bom e positivo com o meio ambiente e as florestas.



No que diz respeito aos resultados concretos, o Projeto TRI restaurou mais de 12 mil hectares de floresta degradada através de uma metodologia inovadora baseada no envolvimento direto das instituições públicas, autoridades distritais, organizações da sociedade civil, cooperativas agrícolas e associações comunitárias.



Entre os principais instrumentos criados estão o Plano Nacional de Restauração Florestal e Paisagística e o Plano Nacional de Mudas, considerados bases técnicas, orientadoras e legislativas para garantir a continuidade das ações.



Questionado sobre a persistência da prática de queimadas em algumas zonas, o responsável reconheceu que o problema ainda existe.



“A prática do incêndio, infelizmente, é um dos temas que o projeto enfrentou”.


O projeto encontra-se na reta final e termina oficialmente a 31 de março. No entanto, segundo o coordenador, já foram criadas condições para a apresentação de um novo projeto que deverá arrancar em 2026, com o objetivo de valorizar e consolidar os resultados alcançados.



O balanço do workshop foi considerado “realmente muito positivo”, com a participação de representantes de praticamente todos os órgãos de comunicação social públicos e privados do país, incluindo a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, a Televisão Santomense, a Gleba TV, entre outras rádios comunitárias.



“O jornalista teve a oportunidade de interagir com os técnicos da Direção da Floresta e Biodiversidade e com quem está a trabalhar no terreno, nas comunidades”.



Para os organizadores, mais do que uma ação formativa, o encontro foi um espaço de autoformação e partilha de conhecimentos científicos corretos, com vista a promover uma consciência coletiva sobre a fragilidade do arquipélago.

“Preservar o meio ambiente em São Tomé, a sua paisagem única, significa preservar a sua história, a sua cultura e, sobretudo, o bem-estar da população nesta ilha”, concluiu o responsável.



Por: Ednel Abreu

Imagem: Siclay Abril

GLEBA TV 2026