Para localizar as famílias que mais precisam, a equipa está a cruzar dados do INE, que mapeia a pobreza por localidade, com informações recolhidas junto às Câmaras Distritais, líderes comunitários e projetos como o WACA.
“Nós recorremos ao INE para cruzar os
dados com as localidades já identificadas. O INE tem a lista das localidades e
também consegue mapear a pobreza por localidade.”

Além disso, há uma fase de pré-registo para evitar que os técnicos andem sem rumo no terreno.
“Teremos uma fase de pré-registro, onde
as pessoas podem fazer uma primeira inscrição para ser cadastrada. Isso também
irá permitir que os técnicos não andem à deriva, à procura de pessoas no
terreno. Já temos um pré-registro, a pessoa já numa primeira fase dá os seus
dados, que nos leva a concluir que ela é uma pessoa em situação de
vulnerabilidade.”
A campanha envolve mais de cem técnicos, incluindo deslocações para o Príncipe, e deve terminar até ao final de março. O custo estimado ultrapassa os 70 mil dólares.
“Esse rondamos a mais de setenta mil
dólares, nesse momento, que nós temos para ter uma equipa de cerca de cem
técnicos no terreno. Temos alguns transportes, terão que ser alugados. Estamos
a falar não só de São Tomé, também estamos a falar do Príncipe, que as coisas
são um pouco mais caras.”

Os técnicos estão a receber formação específica para aplicar um formulário com mais de noventa perguntas.
“Os nossos técnicos estão a ser formados
agora. Nós temos um formulário de mais de noventa perguntas, os técnicos têm
que estar capacitados para fazerem essas perguntas, pra saber como abordar os
agregados no terreno. Em princípio, temos que acabar até o final de março, mas
vamos estar pelo menos vinte, vinte e cinco dias no terreno.” Elsa Lomba
A atualização bienal serve para corrigir informações antigas, graduar famílias que melhoraram de vida e abrir espaço para novas inclusões. O sucesso dos programas mede-se pelas saídas, não só pelas entradas.
“O sucesso dos programas sociais é
medido pelo número de pessoas que saem, do que pelo número de pessoas que nós
conseguimos apoiar. A atualização é mesmo para que as pessoas que são
beneficiadas do Programa Família, caso não justifique a sua permanência, elas
devem ser graduadas. A graduação tem uma estratégia, tem um apoio, tem também
um período de graça, para que as pessoas possam estar um pouco mais seguras.”
Estar no Cadastro Social Único não garante benefício imediato, mas é pré-requisito para qualquer apoio social futuro.

A Direção apela à colaboração de todas as famílias, sobretudo as beneficiárias atuais, para atualizarem os dados junto das equipas que já estão nos distritos. Mais informações em breve.