Arrancou a fase complementar do Reassenseamento Geral Agrícola em São Tomé e Príncipe. Depois da realização do chamado módulo de base, as equipas entram agora numa etapa que deverá permitir conhecer com maior precisão o estado atual da agricultura nacional.
“Já realizamos a primeira fase, que nós chamamos de módulo de base, e agora vamos realizar o módulo complementar, que vai nos permitir saber, de facto, a área produzida, a quantidade produzida, o número de animais, como é que se alimenta os animais, a fonte de alimentação, os meios utilizados para a produção, etc.”

Segundo os responsáveis, esta fase pretende recolher um conjunto alargado de informações junto das famílias previamente selecionadas através de uma amostra aleatória.
Para concretizar o trabalho no terreno, foram mobilizados oitenta inquiridores e vinte controladores.
– RESPONSÁVEL PELO PROCESSO:
“Vamos inquirir só três mil e oito agregados familiares e o que nós esperamos é que se consiga recolher todas as informações que nós pretendemos para permitir efeitos de planeamento.”
As autoridades garantem ainda que todos os dados recolhidos serão tratados com total confidencialidade e utilizados exclusivamente para fins estatísticos.
– RESPONSÁVEL PELO PROCESSO:
“Essas informações serão confidenciais, serão apenas para efeito de tratamento estatístico e nunca será divulgada de outra forma.”
O processo terá uma duração prevista de vinte dias e decorre simultaneamente em todo o território nacional.
Os responsáveis deixam ainda um apelo direto à população para colaborar com os inquiridores.
RESPONSÁVEL PELO PROCESSO:
“Hoje, se nos perguntarem quanto é que se produz determinados bens alimentares, nós não sabemos, porque o último reassenseamento foi feito há mais de trinta e dois anos atrás, quando a norma internacional é de dez em dez anos.”
Apesar do arranque simbólico ter acontecido no distrito de Lembá/Neves (conforme o local referido na ação), o levantamento será realizado em todos os distritos do país, incluindo a Região Autónoma do Príncipe.
Com dados atualizados, o Governo espera criar bases mais sólidas para o planeamento agrícola nacional e responder com maior precisão aos desafios da produção alimentar em São Tomé e Príncipe.