A entrega do segundo lote de equipamentos destinados ao Recenseamento Geral Agrícola (RGA) marca um novo impulso para o processo em São Tomé e Príncipe, que enfrentou atrasos nos últimos meses. Segundo o responsável do setor, os materiais, adquiridos com apoio da FAO, já estão a ser incorporados nas operações em curso.
“Desde o início, a FAO tinha o compromisso de adquirir equipamentos para viabilizar o trabalho. Já recebemos uma primeira parte e agora concluímos com o segundo lote” Idalécio Pereira / Coordenador do RGA

Apesar dos progressos iniciais incluindo a realização do módulo de base e inquéritos comunitários, a fase complementar, prevista inicialmente para fevereiro, deverá arrancar apenas em abril. O atraso foi atribuído à demora no desbloqueio da segunda tranche de financiamento.
“O trabalho não parou. Assim que os montantes forem disponibilizados, vamos regularizar o processo, recrutar e formar novos inquiridores e avançar o mais rápido possível” Idalécio Pereira / Coordenador do RGA
O projeto, avaliado em cerca de 1,07 milhão de dólares, é financiado pela União Europeia, com cofinanciamento da FAO e execução técnica do Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com o Ministério da Agricultura.
Por parte da FAO, foi reconhecido que os constrangimentos administrativos e as exigências na prestação de contas contribuíram para a lentidão no processo.
“Os fundos são disponibilizados por fases e exigem justificações rigorosas. Houve atrasos na apresentação de relatórios, o que condicionou a libertação da segunda tranche” Idalécio Pereira / Coordenador do RGA

Com a situação financeira praticamente regularizada e os equipamentos já no terreno, as autoridades acreditam que estão reunidas as condições para acelerar o recenseamento, cuja conclusão está prevista para setembro deste ano.
POR: Varela Tavares
Imagem: Ministério da Agricultura
GLEBA TV 2026
