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Resilands projeto que vem mudar a abordagem de prevenção a desastres naturais em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe quer passar da reação à prevenção dos desastres naturais. O objetivo foi destacado durante o lançamento do projeto Resilands, que pretende reforçar a capacidade do país para antecipar riscos climáticos, proteger as populações e tornar as infraestruturas mais resilientes.



O Governo recordou as cheias de 28 e 29 de dezembro de 2021, que provocaram mortes, destruíram pontes, isolaram comunidades e danificaram infraestruturas de abastecimento de água.


Na ocasião, o representante do Governo defendeu uma mudança na abordagem nacional aos riscos climáticos.

Gareth Guadalupe, Ministro de Estado da Economia e Finanças


"Temos de mudar de uma abordagem reativa para uma abordagem preventiva. É preciso conhecer melhor os nossos riscos, reforçar as capacidades das instituições e transformar o conhecimento técnico em investimentos concretos." Gareth Guadalupe |Ministro de Estado da Economia e Finanças



O governante sublinhou ainda a importância de melhorar os sistemas de alerta precoce, garantindo que a informação chegue atempadamente às populações e seja transmitida numa linguagem compreensível, incluindo os crioulos nacionais. O projeto deverá também contribuir para reforçar a coordenação entre as instituições públicas, envolver as comunidades na identificação dos riscos e preparar projetos capazes de mobilizar financiamento climático.


As Nações Unidas consideram que a iniciativa poderá contribuir para transformar as prioridades nacionais em ações concretas de adaptação às alterações climáticas.


"O sucesso do projeto será medido pela utilização efetiva desses instrumentos: se os dados forem usados nas decisões de investimento, se os riscos forem incorporados no ordenamento do território e na construção de infraestruturas e se as instituições nacionais cooperarem de forma mais consistente."  António Arranibar | Nações Unidas 


O representante das Nações Unidas destacou igualmente a importância de envolver agricultores, pescadores, organizações de mulheres, jovens e autoridades locais na definição das soluções. O lançamento do Resilands acontece num contexto de preocupação com as inundações, a erosão costeira, a irregularidade das chuvas e a possibilidade de um novo episódio de El Niño em 2027.


Com esta iniciativa, São Tomé e Príncipe pretende reforçar a prevenção, proteger as comunidades mais vulneráveis e construir um desenvolvimento mais seguro e sustentável.