São Tomé e Príncipe reforça a sua resposta às alterações climáticas com a validação de um novo projeto estratégico voltado para a adaptação às inundações e o reforço da segurança hídrica. A iniciativa surge num contexto de crescente impacto das cheias, que já provocam prejuízos anuais superiores a 8 milhões de dólares, com projeções que podem atingir 18 milhões até 2080.
A Ministra Nilda da Mata destacou que as recentes cheias evidenciam a necessidade urgente de repensar o modelo de desenvolvimento do país.
“Quando a cheia destrói casas, estradas e infraestruturas públicas, não estamos apenas perante uma catástrofe natural. Enfrentamos um risco estrutural ao desenvolvimento do país. Precisamos de uma abordagem preventiva, estratégica e integrada para garantir a segurança hídrica e proteger as nossas comunidades.” Nilda da Mata / Ministra da Ambiente

A
responsável sublinhou ainda que a segurança hídrica deve ser tratada como
prioridade nacional, defendendo investimentos em sistemas adequados de drenagem
urbana e melhor aproveitamento dos recursos hídricos.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento reafirmou o seu compromisso com o país, destacando que o projeto vai além de obras físicas.
“Não estamos apenas a validar um documento. Estamos a reforçar a capacidade de São Tomé e Príncipe de proteger as suas comunidades e o seu futuro face às alterações climáticas. A resiliência constrói-se com planeamento estratégico, governação eficaz e participação ativa das comunidades.” Luc Gnonlonfoun / Representante do PNUD STP

Foi também
destacada a assinatura do projeto CBIT São Tomé no âmbito do Acordo de Paris,
que permitirá fortalecer o Sistema Nacional de Transparência Climática e
melhorar o acesso ao financiamento internacional.

As
autoridades nacionais sublinharam que o projeto representa um investimento
estruturante para o país.
“Com um financiamento superior a 5,3 milhões de dólares e um cofinanciamento que ultrapassa os 24 milhões, esta iniciativa beneficiará diretamente mais de 95 mil pessoas, com forte integração das dimensões de género, juventude e inclusão social.” Consultor

O Governo apelou ao envolvimento das instituições públicas, autoridades distritais, sociedade civil e parceiros internacionais, reforçando que a adaptação climática exige coordenação, responsabilidade e compromisso coletivo.