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São Tomé e Príncipe reforça estratégia contra mudanças climáticas com Plano Nacional de Adaptação



O alerta é claro: os efeitos das mudanças climáticas já representam uma ameaça concreta ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. De acordo com especialistas, o país enfrenta riscos crescentes como a subida do nível do mar, erosão costeira, inundações, secas e padrões de chuva cada vez mais irregulares.



 “São Tomé e Príncipe é um pequeno estado insular altamente vulnerável às mudanças climáticas… os impactos ameaçam setores-chave como o turismo, a pesca, a agricultura e as infraestruturas de transporte.”


A concentração populacional nas zonas costeiras agrava ainda mais o problema, expondo infraestruturas críticas a fenómenos extremos, como tempestades e chuvas intensas. Além disso, a degradação ambiental, incluindo o desmatamento e a pressão sobre ecossistemas marinhos, compromete os meios de subsistência e o crescimento económico.

Para responder a estes desafios, o governo, em parceria com entidades nacionais e internacionais, está a desenvolver o Plano Nacional de Adaptação (NAP), considerado um instrumento estratégico para orientar políticas públicas e investimentos.



 “O Plano Nacional de Adaptação constitui um instrumento estruturante para identificar, priorizar e implementar medidas eficazes… garantindo decisões sustentadas e alinhadas com o desenvolvimento do país.”


O plano inclui uma análise detalhada de custo-benefício das medidas de adaptação, com o objetivo de garantir que os investimentos tragam ganhos a longo prazo e reduzam perdas futuras.

 (Ivo Pizarro, African Foundation):



“O objetivo do plano é reduzir riscos e perdas… adaptar-nos para que, quando houver uma ocorrência extrema, não seja tão desastrosa e não tenha vítimas humanas.”


O processo é participativo e envolve diferentes setores, desde agricultura e turismo até energia, saúde e infraestruras. A iniciativa também prevê a criação de um grupo técnico nacional capacitado para avaliar e validar estratégias de adaptação.

Outro ponto central é a análise de cenários climáticos futuros, que permitirá antecipar impactos e ajustar políticas públicas.



 “O plano é de longa duração, com horizonte superior a dez anos… baseado em cenários climáticos até ao final do século.”


Atualmente, o país encontra-se numa fase decisiva: a validação e priorização das medidas que farão parte do plano final.



 “Esperamos alcançar resultados concretos, como a definição de soluções de adaptação prioritárias e a capacitação técnica nacional.”


Com este plano, São Tomé e Príncipe procura não apenas responder aos desafios climáticos, mas também garantir um futuro mais resiliente e sustentável para as próximas gerações.