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São-tomenses brilham em concurso de mandarim e podem representar o país na China



O auditório esteve cheio para acompanhar mais uma edição do concurso “Ponte Chinesa”, iniciativa destinada aos estudantes de mandarim em São Tomé e Príncipe. A competição distinguiu os melhores alunos da língua chinesa e abriu portas para uma possível participação internacional na China.


A embaixadora chinesa destacou a importância do concurso na aproximação entre os povos.


“Os dois que ganharam o primeiro prémio podem ir à China participar de um concurso final mundial de todos os alunos que aprendem chinês, representando São Tomé e Príncipe.”


A diplomata sublinhou ainda que aprender mandarim exige dedicação, mas representa uma ponte cultural importante.


Esta aprendizagem está ajudando a diminuir a distância geográfica que separa os dois países e dois povos, melhorar o entendimento dos povos e cultivar melhor a amizade entre as duas partes.”


Entre os vencedores esteve Jéssica Aulono, que não escondeu a emoção após conquistar o primeiro lugar.


No começo eu achei que não ia conseguir, mas com tantos treinos eu consegui ganhar o primeiro lugar.”


A estudante afirma que a experiência reforçou ainda mais a sua paixão pela cultura chinesa.


“Eu gosto muito da China, gosto muito de cantar música em várias línguas e as músicas chinesas são muito lindas.”


Jéssica aproveitou também para incentivar outros jovens são-tomenses a aderirem às aulas de mandarim.


“Venham para a aula de mandarim, participem destes concursos, porque é muito bom e emocionante.


O diretor do concurso, Lúcio Magalhães, explicou que a iniciativa já acontece anualmente e representa uma oportunidade para os estudantes demonstrarem os conhecimentos adquiridos.


“Quem participa desta atividade, regra geral, uma vez vencendo os prémios, depois vai para a China participar no grande evento que ocorre entre todos os institutos à volta do mundo.


Segundo o responsável, os exames de proficiência seguem padrões internacionais definidos pela China.


“Os testes vêm diretamente da China, são feitos cá, regressam à China para a correção e as notas são atribuídas de acordo com os padrões internacionais.”


Lúcio Magalhães considera ainda que a aprendizagem do mandarim representa uma ferramenta estratégica para o futuro profissional dos jovens são-tomenses.


“Estamos a fazer a internacionalização dos nossos alunos através da língua, permitindo que eles possam concorrer para outros mercados de emprego.”


O concurso terminou num ambiente de entusiasmo e celebração, marcado por apresentações culturais e pelo reconhecimento do esforço dos estudantes participantes.