O surgimento de uma espécie de águas-vivas na zona de Água Luja, na região de Micoló, tem gerado preocupação entre autoridades e moradores locais, levando à suspensão temporária de banhos na foz do rio. A situação está a ser acompanhada pela Capitania dos Portos, em coordenação com o Ministério da Saúde, a Direção do Meio Ambiente e o setor das pescas.

Segundo as
autoridades, pelo menos três casos de contacto direto com a espécie já foram
registados, resultando em irritações cutâneas e necessidade de assistência
médica.
“Temos trabalhado em parceria com o
Ministério da Saúde e o Meio Ambiente, sensibilizando a população para não
entrar na água nem tocar na espécie, enquanto decorrem estudos para identificar
os riscos. Já registámos três casos de pessoas que tiveram contacto com essa
espécie e foram encaminhadas para o Ministério da Saúde, onde receberam
tratamento adequado.” Youdernilto Santos Oliveira / Segundo-tenente Fuzileiro Naval

A presença
das águas-vivas numa zona habitualmente frequentada por pescadores e banhistas
levanta também questões ambientais. Ainda assim, as autoridades evitam
conclusões precipitadas e garantem que investigações estão em curso para
compreender melhor o fenómeno.
“Essa espécie pode ser transportada por
correntes marítimas ou resultar de mudanças na salinidade e temperatura da
água. Estamos a avaliar todas as possibilidades.” Youdernilto
Santos Oliveira Segundo Tenente Fuzileiro Naval

A Polícia Marítima
local foi a primeira a reportar o aparecimento da espécie, após relatos de
moradores e pescadores que sentiram irritações ao entrar em contacto com a
água.
“Recebemos informações de um pescador
que entrou na água e começou a sentir coceiras por todo o corpo. A partir daí,
comunicámos à Capitania dos Portos e às autoridades competentes. A população já
tinha notado essa espécie desde novembro do ano passado, mas só em fevereiro é
que a situação se tornou mais evidente.”

Perante o risco, as autoridades reforçam o apelo à prudência.
O banho na foz do rio permanece suspenso por tempo indeterminado, até que haja garantias de segurança para a população.

A situação continua sob monitorização, enquanto as autoridades procuram respostas para conter a proliferação da espécie e garantir a segurança pública.
Por: Varela Tavares
Imagem: TVS
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