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UNICEF defende reforço da resiliência dos sistemas de água, saneamento e higiene face às alterações climáticas

O reforço da resiliência dos sistemas de água, saneamento e higiene face às alterações climáticas está no centro de um workshop de dois dias, promovido pelo UNICEF, em parceria com a Direção de Adaptação Climática e o Instituto Sueco de Investigação Ambiental.


O encontro reúne representantes de várias instituições, organizações e da sociedade civil, com o objetivo de identificar, priorizar e validar medidas de adaptação aos riscos climáticos que afetam o setor, cheias, inundações e danos nas infraestruturas estão entre as ameaças que podem comprometer o acesso à água potável e ao saneamento adequado no país.



Durante o workshop, os participantes analisam soluções adaptadas à realidade nacional, incluindo a proteção das fontes de água, a melhoria das infraestruturas e a garantia de instalações sanitárias adequadas nas escolas e comunidades.


"Refiro-me principalmente aos locais onde são construídos, por exemplo, os chafarizes. Por vezes, as pessoas não têm o cuidado de fechar uma simples torneira, e há um desperdício enorme desse bem precioso, que começa a escassear a nível mundial. A questão da água é uma questão mundial, e muitos até já defendem que, nos próximos 20 ou 30 anos, poderá existir uma guerra a nível mundial devido à água. Portanto, todos nós devemos desempenhar o nosso papel e temos uma certa responsabilidade. Apesar dos efeitos das mudanças climáticas, sobre os quais estamos aqui a falar, e da necessidade de reforçar a resiliência no setor da água, do saneamento e da higiene, tendo também em conta os efeitos das alterações climáticas" Nilda da Mata / Ministra do Ambiente




A atenção está também centrada nas crianças, nas pessoas com deficiência e noutros grupos vulneráveis, com destaque para as condições de higiene menstrual nas escolas.


Para que isso seja uma realidade, para além das instituições centrais do Estado desempenharem o seu papel, o poder local também deverá assumir a sua responsabilidade, cada cidadão deverá assumir a sua responsabilidade.
Edshilson Cravid



O responsável defende ainda que o combate ao desperdício de água deve acompanhar os investimentos na requalificação das infraestruturas, sublinhando a necessidade de uma ação conjunta entre as instituições públicas e os cidadãos.


O trabalho dá continuidade a um primeiro encontro realizado em agosto, dedicado à identificação das principais ameaças, vulnerabilidades e riscos climáticos no setor. As medidas discutidas deverão contribuir para reforçar a capacidade de resposta do país às alterações climáticas e melhorar o acesso seguro e contínuo à água, ao saneamento e à higiene.


O UNICEF considera que a articulação entre as instituições e a participação das comunidades são fundamentais para proteger a saúde e o bem-estar da população são-tomense, sobretudo dos grupos mais vulneráveis.