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ADI acusa grupo dissidente de tentar desestabilizar o partido

A vice-presidente da ADI, Celmira Sacramento, afirmou esta terça-feira que o partido enfrenta uma tentativa de desestabilização interna promovida por um grupo de dissidentes ligados ao atual primeiro-ministro.


Em conferência de imprensa, a dirigente acusou elementos do grupo de utilizarem indevidamente o nome, os símbolos e a imagem do partido em reuniões políticas e ações de campanha.


CELMIRA SACRAMENTO


> “Temos notado, com surpresa e preocupação, que um grupo de pessoas utiliza abusivamente o nome e os símbolos do ADI.”


A direção do partido anunciou a apresentação de uma queixa-crime no Ministério Público contra vários elementos identificados como promotores dessas iniciativas.


 CELMIRA SACRAMENTO


> “Decidimos introduzir uma queixa-crime no Ministério Público contra um grupo de indivíduos.”


Segundo a vice-presidente do ADI, estas ações visam criar confusão entre os militantes e influenciar o processo político interno e eleitoral.


 CELMIRA SACRAMENTO


> “Estamos perante um plano orquestrado para induzir os cidadãos em erro e perturbar as eleições.”


O partido acusa ainda o grupo dissidente de bloquear o funcionamento normal da estrutura partidária, após a introdução de uma providência cautelar que impediu a realização de um Conselho Nacional destinado a preparar o congresso extraordinário eletivo.


 CELMIRA SACRAMENTO


> “Quem hoje reclama congresso foi o mesmo grupo que travou o Conselho Nacional.”


Questionada sobre a realização do congresso exigido pelos dissidentes, Celmira Sacramento garantiu que a direção mantém legitimidade até 2028 e que qualquer congresso deve respeitar os estatutos do partido.


 CELMIRA SACRAMENTO


> “A direção realizará o congresso quando entender que existem condições.”


A dirigente confirmou ainda que está em análise um pedido de expulsão dos elementos contestatários, subscrito pela maioria dos membros do Conselho Nacional.




> “Os órgãos do partido já poderiam ter expulsado esses elementos há muito tempo.”


Outro ponto forte da conferência foi a crítica direta ao Tribunal Constitucional, acusado pela direção do ADI de interferência política.


 CELMIRA SACRAMENTO


> “O Tribunal Constitucional está a fazer trabalho político sujo e vergonhoso.”


Também Alexandre Guadalupe, membro da Comissão Política do partido, criticou a atuação da justiça no processo da providência cautelar.


 ALEXANDRE GUADALUPE


> “A providência cautelar abalou profundamente os órgãos do partido.”


A direção do ADI insiste que continua aberta ao diálogo, mas rejeita qualquer tentativa de criação de divisões internas.


CELMIRA SACRAMENTO


> “ADI é único. Não há dois ADI.”


Durante o encontro com os jornalistas, os dirigentes explicaram ainda as razões que levaram o presidente do partido, Patrice Trovoada, a não avançar como candidato presidencial.


CELMIRA SACRAMENTO


> “O partido entendeu que, nesta conjuntura, seria melhor apoiar outro candidato das fileiras do ADI.”


A conferência terminou com um apelo à união interna e à defesa da estabilidade política no país.