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A Assembleia Nacional viveu momentos de grande tensão política após a suspensão da sessão plenária destinada à discussão da moção de censura apresentada pelo grupo parlamentar do ADI. 



Segundo a Presidente da Assembleia Nacional, a decisão de suspender os trabalhos deveu-se à necessidade de averiguar acusações relacionadas com a veracidade de mandatos de alguns deputados.

 
“Perante uma acusação, tínhamos que suspender a sessão para verificar a veracidade dos factos. Eu, sozinha, não podia decidir como sanar essa situação. Por isso convoquei a conferência de líderes e a ministra dos Assuntos Parlamentares.”

Celmira Sacramento  / Presidente da Assembleia Nacional de STP 



A Presidente explicou ainda que a retoma da sessão foi agendada apenas após a Comissão de Lideres que concluir a análise, garantindo que esteve disponível durante todo o processo e rejeitando rumores sobre alegada indisponibilidade por motivos de saúde.


“Estive no meu gabinete até às 18h30, não saí, não almocei, estive sempre disponível. Apenas não podia agir contra a deliberação da conferência de líderes.” 
Celmira Sacramento  / Presidente da Assembleia Nacional de STP 




Com as condições criadas, os trabalhos foram retomados para a análise da moção de censura. No entanto, o grupo parlamentar do ADI surpreendeu ao anunciar a retirada da iniciativa.


“Decidimos retirar a moção de censura para não colocar o país numa situação de tensão. O ADI é um partido com responsabilidade política.”  
Elísio Teixeira Deputado ADI




Ainda assim, o ADI acusou outros partidos de alegadas manobras para inviabilizar a sessão, incluindo denúncias graves de suposta oferta de dinheiro a deputados para impedir o quórum.


“Temos confirmações de que foram oferecidas quantias na ordem dos 10 mil dólares a deputados para não comparecerem à plenária.” 
Elísio Teixeira Deputado ADI


As acusações foram prontamente rejeitadas pelo MLSTP, que classificou as declarações como graves e infundadas.


“É uma acusação muito grave. Quem acusa tem o ónus da prova. O nosso partido está comprometido com a estabilidade do país.”

Danilo Santos / Deputado do MLSTP





Já o Movimento Basta considerou a retirada da moção politicamente incoerente e classificou o episódio como lamentável para a imagem do Parlamento. 


“Introduzir uma moção de censura e depois retirá-la parece uma brincadeira de mau gosto. Politicamente, retirar não é o mesmo que chumbar.” Levy Nazaré  Deputado do Movimento BASTA




Apesar da retirada da moção de censura, o clima político permanece tenso, num contexto pré-eleitoral marcado por fortes divisões políticas.


POR: Varela Tavares

Imagem: TVS

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