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Crise Parlamentar em São Tomé: MCI-PS/PUM denuncia "golpe de Estado parlamentar" após destituição da presidente da Assembleia

Segundo o porta-voz do MCI-PS/PUM, Adalberto Catamba, o que aconteceu foi um verdadeiro golpe de Estado parlamentar, com violações grosseiras da Constituição e do regimento.




Os deputados do MCI foram barrados pela polícia ao tentar entrar nas instalações habituais, e a reunião decorreu num anfiteatro da universidade, com apenas uma minoria dos 55 deputados.

  

"Os últimos acontecimentos no país podem estar na origem desta reunião da Comissão Política da Coligação MCI-PS/PUM. Nós fizemos nossa Comissão Política da MCI-PS atendente aos últimos incidentes que tiveram lugar na Casa Parlamentar. E que, no nosso entender, isso tratou efetivamente de um golpe de Estado parlamentar, na medida em que violou de forma grosseira todos os preceitos constitucionais e regimentais." Adalberto Catamba: 

 



Catamba questiona a legitimidade da sessão: apenas 29 deputados participaram, alegadamente orquestrados pelo MLSTP e pelo Movimento Basta, enquanto os restantes – incluindo os do MCI – foram impedidos pelas autoridades.


"A Assembleia, no seu plenário, é composta por 55 deputados. Como se explica que, em períodos normais, realizar o dito ou chamado encontro de alguns grupos de amigos do Partido MLSTP basta num anfiteatro do ISP e chamá-lo de reunião plenária? Quando os nossos deputados, eleitos em pleno gozo e exercício de seu mandato, foram impedidos por autoridades policiais para não aceder a essas instalações." Adalberto Catamba: 

 


"Isso é a violação do direito dos nossos deputados, dos direitos consagrados na Constituição, no Regimento e no Estatuto dos Deputados e que o MCI, por um, condena veementemente esses atos. No nosso entender, não se tratou de uma reunião plenária, tratou sim de uns encontros propiciados e orquestrados pelo MLSTP e pelo Basta, violando todos os preceitos constitucionais, para assim satisfazer o interesse do grupo."

 

O MCI acusa diretamente o MLSTP e o Basta de promoverem violações e incidentes, incluindo possíveis agressões, e garante que lutará por vias legais para defender a Constituição e a paz.

 

"Neste caso, não está patente em momento algum a defesa dos direitos e interesses do povo São-tomenses. O MCI, enquanto um partido responsável, preocupado e defensor dos direitos do povo São-tomenses, vamos lutar perante todos os meios legais vigentes para salvaguardar os direitos constitucionalmente consagrados, para salvaguardar os direitos do nosso deputado e para salvaguardar a paz e a integridade territorial em São Tomé e Príncipe." Adalberto Catamba:

 

"Não permitimos que a ação dessa natureza possa ter lugar em São Tomé e Príncipe. Nós temos contato com um fórum próprio, que é a Assembleia Nacional, que no seu plenário, devidamente constituída, então aqui é que se discute, e defende e aprova todas as demais iniciativas em benefício da nação São-tomenses."

 

O MCI condena qualquer forma de agressão ou violência e responsabiliza o MLSTP e o Basta pelas violações. A crise parlamentar agrava-se num contexto de instabilidade política, com repercussões no Tribunal Constitucional e na governação. O Presidente da República e outros atores já reagiram, apelando ao respeito pelas instituições. 


Por: Ednel Abreu

Imagem Siclay Abril

GLEBA TV 2'26