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Estudo confirma viabilidade do gás natural para reduzir custos da eletricidade em São Tomé e Príncipe

O Governo de São Tomé e Príncipe deu mais um passo no caminho para a transição energética. Foi apresentado o relatório final intermédio do Projeto de Acesso à Energia Limpa e Sustentável, que avalia a viabilidade da introdução do gás natural na produção de eletricidade no país.


“O Projeto de Energia Limpa e Sociedade é um projeto abrangente, com várias componentes. O relatório agora apresentado sistematiza a análise da viabilidade técnica e económica da introdução da geração de energia com base em gás natural em São Tomé e Príncipe.”  Miguel Peter Coordenador do projeto de eletricidade limpa e sustentável




Segundo o estudo, a substituição progressiva do diesel pelo gás natural poderá gerar poupanças significativas para o Estado e para o setor elétrico.



“Transitar da atual base térmica com diesel para uma base térmica com gás natural reduziria para metade a fatura anual de combustível. Estamos a falar de uma poupança muito significativa.” 
Miguel Peter Coordenador do projeto de eletricidade limpa e sustentável




Atualmente, o país gasta entre 30 a 35 milhões de dólares por ano apenas em combustível para a produção de energia elétrica. Apesar da viabilidade confirmada, o estudo alerta que o país ainda não reúne todas as condições para atrair o investimento necessário.


“O que esta fase demonstra é que ainda não estamos totalmente preparados para atrair o investimento. Por isso, apresentamos três opções estratégicas que permitem preparar o mercado e captar parceiros interessados.” 
Miguel Peter Coordenador do projeto de eletricidade limpa e sustentável


O Governo reconhece que o gás natural continuará a ser importado, mas considera esta solução essencial como fonte de energia fiável e não intermitente, complementar às energias renováveis.

 
“Não conseguimos ter apenas energia renovável. Precisamos de uma fonte segura e fiável para garantir a estabilidade do sistema elétrico.” 
Representante do Governo


O estudo foi desenvolvido com apoio do Banco Mundial e contou com a participação de várias instituições públicas e privadas, incluindo o Ministério das Infraestruturas, a Direção-Geral de Energia e a EMAE.


“Chegamos agora a uma fase de ação. Esperamos que os decisores políticos tomem decisões estratégicas que ajudem a melhorar o futuro do setor energético e a gerar emprego.” 
Representante do Governo




O Governo espera que os resultados do estudo sirvam de base para uma decisão política informada, que permita avançar para a implementação do projeto e reduzir o custo da eletricidade no país.


Por: Varela Tavares

Imagem: TVS

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