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A Direção do Comércio reforça que passará a atuar em estreita colaboração com a DERCAI para combater práticas abusivas no mercado. Segundo as autoridades, comerciantes que forem apanhados a especular preços poderão ser inseridos numa “lista vermelha”, ficando impedidos de continuar a beneficiar da distribuição de produtos essenciais.

Caso venha-se a confirmar essa denúncia, esse operador económico entrará numa lista encarnada, ou seja, lista vermelha.



A medida visa travar um comportamento recorrente no mercado nacional, onde alguns operadores continuam a inflacionar preços mesmo após alertas.


Porque no nosso país, infelizmente, fica sempre aquela ideia que eu prevarico e está tudo bem.


As autoridades garantem que, desta vez, haverá maior rigor, mas sublinham que só agirão com base em provas concretas.
Nós não estamos a trabalhar no ouvir dizer, nós estamos a trabalhar com factos concretos.



No que diz respeito ao arroz do Japão, os operadores económicos assinaram um termo de compromisso, comprometendo-se a respeitar os preços definidos pelo Estado. Ainda assim, há denúncias de venda acima do preço estipulado.


Eles conhecem as coimas claras e nós nunca vamos perdoá-los se eles se virem fora disso.



A DERCAI reforça que os consumidores devem exigir fatura e denunciar irregularidades, através da linha verde gratuita.


O primeiro fiscalizador é o consumidor, porque eu pago, eu devo exigir qualidade.



As autoridades apelam à colaboração ativa da população, destacando que a fiscalização não consegue estar em todos os pontos do país ao mesmo tempo.


Não devem comprar o produto fora do preço estabelecido pelo Estado. É o contrário, comuniquem à DERCAI.



A linha verde disponível para denúncias é 800-1003. Além da questão dos preços, a DERCAI manifesta preocupação com a qualidade e higiene de produtos alimentares, sobretudo o pão, considerado um problema nacional.


O pão é um problema nacional que nós temos. A higiene que nós verificamos no processo de produção não vai de acordo com o mínimo desejado.
Apesar disso, a instituição garante que tem havido progressos após ações de sensibilização e inspeções regulares.

O Diretor do Comércio e Indústria, Fernando Pereira, explicou que o arroz do Japão resulta de um acordo de ajuda alimentar com o governo japonês. Este ano, a quantidade disponível é menor devido ao aumento dos custos logísticos internacionais.


Embora o governo japonês tenha aumentado o bloco financeiro, as quantidades foram diminuídas.


O produto será distribuído através de uma cadeia tradicional: armazém, grossista e retalhista, com preços definidos para cada etapa.



 Por: Ednel Abreu

Imagem: Siclay Abril

Edição: André Trindade