“Caso venha-se a confirmar essa denúncia, esse operador económico entrará numa lista encarnada, ou seja, lista vermelha.”
A medida visa travar um comportamento recorrente no mercado
nacional, onde alguns operadores continuam a inflacionar preços mesmo após
alertas.
“Porque no nosso país,
infelizmente, fica sempre aquela ideia que eu prevarico e está tudo bem.”
As autoridades garantem que, desta vez, haverá maior rigor,
mas sublinham que só agirão com base em provas concretas.
“Nós não estamos a trabalhar no ouvir dizer, nós estamos a
trabalhar com factos concretos.”
No que diz respeito ao arroz do Japão, os operadores
económicos assinaram um termo de compromisso, comprometendo-se a respeitar os
preços definidos pelo Estado. Ainda assim, há denúncias de venda acima do preço
estipulado.
“Eles conhecem as coimas claras e nós nunca vamos
perdoá-los se eles se virem fora disso.”
A DERCAI reforça que os consumidores devem exigir fatura e
denunciar irregularidades, através da linha verde gratuita.
“O primeiro fiscalizador é o
consumidor, porque eu pago, eu devo exigir qualidade.”
As autoridades apelam à colaboração ativa da população,
destacando que a fiscalização não consegue estar em todos os pontos do país ao
mesmo tempo.
“Não devem comprar o produto fora do preço
estabelecido pelo Estado. É o contrário, comuniquem à DERCAI.”
A linha verde disponível para denúncias é 800-1003. Além da questão dos preços, a DERCAI manifesta preocupação
com a qualidade e higiene de produtos alimentares, sobretudo o pão, considerado
um problema nacional.
“O pão é um problema nacional que nós temos. A higiene que nós verificamos
no processo de produção não vai de acordo com o mínimo
desejado.”
Apesar disso, a instituição garante que tem havido
progressos após ações de sensibilização e inspeções regulares.
O Diretor do Comércio e Indústria, Fernando Pereira, explicou que o arroz do Japão resulta de um acordo de ajuda alimentar com o governo japonês. Este ano, a quantidade disponível é menor devido ao aumento dos custos logísticos internacionais.
“Embora o governo japonês tenha
aumentado o bloco financeiro, as quantidades foram diminuídas.”
O produto será distribuído através de uma cadeia
tradicional: armazém, grossista e retalhista, com preços definidos para cada
etapa.
Por: Ednel Abreu
Imagem: Siclay Abril
Edição: André Trindade