O Governo voltou a esclarecer o andamento das obras de requalificação da Marginal, numa altura em que crescem as críticas da população quanto à configuração das rotundas e à largura das vias. Segundo as autoridades, o projeto está a ser executado dentro dos padrões internacionais de qualidade, embora tenha enfrentado desafios técnicos e falhas de planeamento herdadas da fase inicial.
O engenheiro Francisco Romão, responsável pela fiscalização da obra, explicou
que não esteve envolvido no início do processo de construção, tendo assumido
funções apenas em janeiro de 2025.
“Quando cheguei, houve uma remodelação das equipas e uma fase de desmistificação do projeto e do orçamento. Percebemos que havia muitas incongruências que precisavam de ser analisadas antes de avançar”, afirmou. Francisco Romão Responsável pela fiscalização Marginal

De acordo com o engenheiro, só após esse período foi possível dar maior fluidez
à execução da obra. Durante os trabalhos, a equipa técnica identificou várias
situações que não estavam previstas no projeto inicial.
“Havia elementos que não tinham sido calculados, como muros, acessos e
estruturas de proteção costeira. Foi preciso recolher informação no terreno
para podermos tomar decisões responsáveis”, explicou. Francisco Romão Responsável pela fiscalização Marginal

Questionado sobre a qualidade da obra, Francisco Romão foi categórico:
“Sim, a obra está a cumprir o padrão exigido. Em certas situações, até
está a ir além do que era inicialmente necessário.”
Francisco Romão Responsável pela fiscalização Marginal

Relativamente às críticas às rotundas, nomeadamente na zona de São João e Vila
Maria, o responsável esclareceu que algumas alterações foram feitas para
eliminar pontos de conflito no trânsito.
“Aqui havia circulação frente a frente. A solução encontrada permite que o trânsito circule todo no mesmo sentido, reduzindo riscos”, disse. Francisco Romão Responsável pela fiscalização Marginal
Já em áreas próximas às escolas, como São Pedro e Ministério dos Negócios
Estrangeiros, o estreitamento das vias foi uma opção deliberada.
“O objetivo é a calmaria de tráfego. São zonas com milhares de crianças a
atravessar diariamente”, acrescentou, explicando que a perceção de
estreitamento será reduzida após a aplicação da última camada de pavimento.
O Primeiro-Ministro Américo Ramos, reconheceu que a falta de explicações técnicas atempadas
contribuiu para especulações e críticas.
“Temos que comunicar mais. Devíamos ter apresentado publicamente o que será a Marginal, com painéis explicativos, até em 3D, para que a população entendesse o projeto”, afirmou. Américo Ramos Primeiro-ministro
Segundo o chefe do Governo, muitas dúvidas surgiram por falta de informação
clara sobre detalhes técnicos.
“Há situações que parecem erros, mas com explicações percebe-se que fazem
parte do processo” ajustes possíveis, mas sem mudar o conceito do projeto. O Governo esclareceu ainda que grandes alterações não estão previstas, uma vez
que o projeto foi concebido para reduzir a circulação automóvel e dar
prioridade às ciclovias e aos passeios.
“Não estamos a falar de alterações de fundo, mas de adequações e compatibilizações para tornar a obra funcional”, Américo Ramos Primeiro-ministro

Entre as decisões pendentes estão a indemnização dos pescadores e o futuro
do espaço em frente à Igreja do Bom Jesus, matérias que deverão ser analisadas
em Conselho de Ministros e comunicadas ao financiador. Sobre os prazos, o Governo diz que a obra segue dentro do previsto, embora a
garantia final caiba ao empreiteiro.
“Tudo indica que os trabalhos estão a
andar nos conformes”, concluiu. Américo Ramos Primeiro-ministro
Segundo as autoridades, o projeto está a ser executado dentro dos padrões internacionais de qualidade, embora tenha enfrentado desafios técnicos e falhas de planeamento herdadas da fase inicial.
POR: VARELA TAVARES
IMAGEM: Eriqueson Tavares
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