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Grupo português CJR recruta entre 50 e 100 trabalhadores são-tomenses para a construção civil

Portugal precisa de mais de 90 mil trabalhadores na construção civil. É com este cenário de escassez de mão de obra que o grupo CJR, com sede em Guimarães, chega a São Tomé e Príncipe para recrutar profissionais qualificados e semiqualificados.

O Diretor de Recursos Humanos do grupo explica quem procuram.


Diretor de RH, CJR]

"Procuramos todas as áreas, desde canalização, pedreiros, trolhas, engenheiros, topógrafos, preparadores de obra, orçamentistas. Toda a área da construção, neste momento, é muito bem-vinda em Portugal. Estamos com bastante escassez de mão de obra e, sobretudo, os países de língua portuguesa são muito bem acolhidos no nosso país."


A empresa, que já conta com cerca de três mil colaboradores, entre eles são-tomenses, aponta para um número de recrutamento entre 50 e 100 pessoas, mas admite que tudo depende do levantamento que está a fazer no terreno.


 Diretor de RH, CJR]

"Poderemos acolher muitos mais ainda, como poderemos acolher menos, depende do que nos for apresentado o mercado de trabalho."


Quanto às condições, a CJR garante apoio logístico na obtenção de vistos, habitação com água e luz, alimentação para quem estiver deslocado e um salário acima do mínimo nacional português.


"Em Portugal, neste momento, o salário mínimo está nos 920 euros. Nós estamos a pagar aos nossos trabalhadores, no mínimo, os 1000 euros por mês." Diretor de RH, CJR


A missão integra um projeto de migração legal financiado pelo FAMI 2030, no âmbito do Fundo Social Europeu, que prevê visitas a cinco países de língua portuguesa. Depois de Moçambique, onde foram ouvidas cerca de 600 pessoas, segue-se São Tomé e, no próximo ano, Angola e Cabo Verde.


Susana Soares, consultora do projeto

"É um projeto especificamente aprovado para a questão da migração legal. Em Portugal nós temos algumas lacunas a nível de mão de obra, quer da área da construção civil, mas também temos outras áreas, hotelaria, bares e restauração."



Entre os candidatos, Joel Quintas da Graça, com mais de dez anos de experiência em eletricidade e canalização predial, vê a iniciativa com bons olhos.


"É uma boa iniciativa, é positivo, porque nós, em São Tomé, nem todos têm uma oportunidade de exercer a sua profissão. O nosso mercado é pequeno, é limitado, então, havendo oportunidades de levar outros para a diáspora e, assim, exercer a sua função, é positivo, é de louvar." Joel Quintas da Graça



Numa primeira fase, os contratados ficarão em Portugal, mas a empresa não exclui, no futuro, oportunidades noutros mercados onde está presente, como Moçambique.