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Ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus também concorre as presidenciais e promete uma presidência mais interventiva


São Tomé — O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, apresentou esta quarta-feira a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 19 de julho, assumindo o compromisso de liderar uma Presidência mais interventiva, participativa e próxima dos cidadãos.


Na declaração feita à imprensa, Jorge Bom Jesus surgiu envolvido pela bandeira nacional e destacou a sua visão para o exercício do mais alto cargo do Estado, defendendo um Presidente da República ativo na procura de soluções para os desafios do país.


Durante a intervenção, o candidato revelou já ter solicitado apoio junto de diferentes forças políticas, incluindo o MLSTP, partido do qual é militante, numa tentativa de fortalecer o seu projeto político para o arquipélago.


Entre os principais pontos da sua visão política, destacou a necessidade de revisão da Constituição, considerando que o debate sobre o modelo institucional do país não deve continuar adiado.


“Quero ser um presidente interventivo, nunca conformado com as paredes e o conforto do palácio. Quero ser um árbitro que corre no jogo, imparcial e suprapartidário”, afirmou Jorge Bom Jesus, acrescentando que pretende exercer um papel mais presente na defesa dos interesses nacionais.


Num momento em que o ambiente pré-eleitoral começa a ganhar intensidade, o candidato deixou também críticas à interpretação limitada do papel presidencial, defendendo que o Chefe de Estado deve assumir responsabilidades morais e institucionais perante os principais problemas enfrentados pela população.


Jorge Bom Jesus sustentou que questões como o acesso à energia e as dificuldades sociais exigem uma postura mais participativa da Presidência da República.


O antigo líder do MLSTP e ex-ministro da Educação e Cultura anunciou ainda que nos próximos dias fará o lançamento oficial do seu projeto de sociedade, documento que deverá apresentar as linhas estratégicas da sua visão para o desenvolvimento nacional.


Na véspera do anúncio público, Jorge Bom Jesus entregou formalmente a candidatura junto do Tribunal Constitucional, apresentando-se como candidato independente e defendendo uma agenda orientada para a paz, reconciliação nacional e construção de consensos.


Com experiência política, governativa e cívica acumulada ao longo de vários anos, o candidato afirma querer colocar esse percurso ao serviço de São Tomé e Príncipe numa altura considerada decisiva para o futuro do país.