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Miques João volta à corrida presidencial

 Foi com um discurso marcado por preocupação e sentido de urgência que Miques João  formalizou a entrega dos documentos para a sua candidatura presidencial. Questionado sobre o facto de voltar a candidatar-se no mesmo ano, o candidato esclareceu tratar-se da segunda vez enquanto cidadão, relembrando a sua participação nas eleições de 2021.


*“Não se apresenta uma candidatura duas vezes no mesmo ano. Bom, é a segunda vez que faço enquanto cidadão. Em 2021 já o fiz. Fui candidato presidencial, era no Janó, não tinha que vencer. Venceu o Vila nova.”*


Cinco anos depois, Miques João  afirma que os motivos que o levaram a concorrer não só permanecem, como se agravaram significativamente.


*“Pura e simplesmente porque os motivos que me levaram a concorrer às eleições em 2021, mais que triplicaram. Ou seja, São Tomé e Príncipe, naquela altura, eu já percebia que o país não andava bem, não ia bem. Em todos os aspectos da vida social, econômica e não só. Mas agora, tenho quase toda a certeza que o país está de rasto.”*


O candidato vai mais longe e alerta para riscos à soberania nacional, defendendo uma intervenção urgente.


*“Para todos os efeitos, posso até dizer que nós corremos risco de perder São Tomé e Príncipe, enquanto Estado soberano. Então, por esse motivo, enquanto cidadão santomense, que tenho amor ao meu país, eu decidi novamente voltar a fazer esse exercício.”*



Segundo Miques João, a sua candidatura surge como alternativa para o eleitorado, numa altura em que o país assinala mais de meio século de independência.


*“Dar ao povo santomense mais uma possibilidade, ou seja, mais uma opção. Nós, volvidos cinquenta anos, cinquenta e um anos depois da independência, eis o país que temos. Então, há necessidade de intervenção.”*


Questionado sobre o cumprimento dos requisitos legais para a candidatura, o candidato garantiu estar plenamente habilitado.


*“Sim, sim. Eu preencho todos os requisitos para ser presidente da República de São Tomé e Príncipe. Tanto que eu já fiz em 2021. E continuo a preencher todos os requisitos.”*


Relativamente a eventuais implicações de episódios anteriores, incluindo uma detenção, Miques João desvalorizou qualquer impacto negativo na sua candidatura.


*“Qualquer coisa que fazemos em São Tomé e Príncipe tem que ser feito à base da lei. Existem leis que balizam todas as nossas atividades. (...) Esses requisitos legais, eu preencho todos.”*

*“Se alguém tiver dúvida, pode rever a lei eleitoral, podem rever a Constituição. Então não há nada que me impeça concorrer às eleições presidenciais.”* 


Miques João afirma-se assim determinado a avançar, apresentando-se como uma nova opção política num contexto que considera crítico para o futuro do país.