Organizações não governamentais que atuam na área ambiental reuniram-se em São Tomé para partilhar experiências e reforçar a cooperação entre instituições.

O encontro enquadra-se no projeto “Ilhas Mais”, implementado pela Sociedade Portuguesa para Estudo das Aves, em parceria com a Associação para Defesa do Património de Mértola.
“Gostaria de informar que represento a SPEA, Sociedade Portuguesa para Estudo das Aves, e a ADPM, Associação para Defesa do Patrimônio de Mértola. A SPEA está a implementar o projeto Ilhas Mais em São Tomé e Príncipe e convidou a ADPM como parceira para a sua implementação.” Dilson Carvalho (Representante da SPEA)

Segundo os promotores, o projeto iniciou em 2025 com o objetivo de criar uma
plataforma que reúne organizações da sociedade civil que trabalham
exclusivamente na área do ambiente.
“Fizemos um primeiro trabalho de questionar essas organizações para saber
até que ponto estariam interessadas em fazer parte de uma rede de ambiente.
Tivemos cerca de dezenove organizações da sociedade civil que disseram que
estariam interessadas.” Dilson Carvalho (Representante da SPEA)
Depois do processo de consulta, treze organizações confirmaram a adesão e
passaram a integrar oficialmente a rede ambiental.
“A rede foi criada com treze organizações. Hoje temos treze organizações que
fazem parte da rede. Decidimos realizar este encontro para permitir que cada organização fizesse
a apresentação das suas atividades ao longo dos anos, para que as outras
pudessem conhecer e criar sinergias.” Dilson Carvalho (Representante da SPEA)
A plataforma concentra-se em três áreas fundamentais: ambiente, biodiversidade
e gestão sustentável dos recursos naturais.
“O foco desta plataforma assenta em três pilares: trabalhar as questões ligadas ao ambiente, à biodiversidade e à gestão dos recursos naturais. Muitas das organizações têm algum déficit em termos de especialistas para determinadas matérias ligadas às questões ambientais. A plataforma tem esta incumbência de trabalhar, formar e capacitar os seus membros.” Dilson Carvalho (Representante da SPEA)
Para os promotores, o reforço das capacidades das organizações ambientais pode
contribuir diretamente para a proteção da biodiversidade e para o
desenvolvimento do turismo sustentável no país.
“Todo o esforço é focalizado nas questões ambientais e climáticas e, como é
óbvio, o turismo verde está muito associado ao exercício dessas organizações.” Dilson Carvalho (Representante da SPEA)

A atividade decorre durante dois dias e inclui apresentações de várias
organizações ambientais, numa iniciativa que pretende fortalecer a cooperação e
melhorar a gestão dos recursos naturais em São Tomé e Príncipe.
Por: Ednel Abreu
Imagem: TVS
Edição: André Trindade
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