Realizado simbolicamente no Dia Internacional do Trabalhador, o congresso do PCD foi descrito como um momento de mobilização interna e reconexão com as bases. A escolha da data teve um propósito claro: associar o partido às causas laborais e à valorização do trabalho como motor do desenvolvimento nacional.

Durante a sua intervenção, a liderança do partido assumiu um compromisso direto com os militantes:
“A atual direção do PCD, sob a minha liderança, assumiu um e único compromisso: recuperar e unir o PCD para servir o país. Viva a unidade do PCD!”
Num tom de reconhecimento e humildade política, foi também feito um pedido público de desculpas pelas decisões estratégicas do passado:
“Assumimos diante de vós que não foi acertada a estratégia adotada em 2022. Se ontem fosse hoje, nós nunca deveríamos ter seguido por aquele caminho.”
O congresso serviu ainda para apresentar linhas orientadoras de governação, com destaque para um modelo económico baseado na valorização da produção nacional e redução da dependência externa:
“Dispomos já de um projeto de programa de governação, alicerçado num modelo de substituição das importações.”
Entre as prioridades destacadas estão o combate à pobreza, promoção do emprego jovem, investimento na agricultura, pescas e turismo, além do reforço das infraestruturas básicas como água e energia.

A defesa da democracia e o combate à corrupção também marcaram o discurso:
“Não haverá desenvolvimento no nosso país sem um combate cerrado à corrupção.”
O evento contou com forte adesão popular, reunindo militantes provenientes de vários distritos e da Região Autónoma do Príncipe, numa demonstração de revitalização interna do partido.