O Partido da Convergência Democrática reagiu esta tarde aos acontecimentos registados nos últimos dias na Assembleia da República, considerando que o país assistiu a um espetáculo político degradante e preocupante.
“Assistimos com profundo espanto a um espetáculo degradante e deprimente que teve lugar na Assembleia da República, envolvendo sobretudo os deputados da bancada do ADI.” João Bonfim / Presidente do PCD

Segundo o PCD, a sequência de acontecimentos foi desencadeada após uma decisão
do Tribunal Constitucional, aproveitada pelo partido no poder para criar um
clima de urgência política.
“Esta pressa revela o desespero em que se encontra o ADI, sobretudo na
tentativa de proteger a imagem do seu líder.”
O partido criticou ainda a apresentação de uma moção de censura num momento
considerado inoportuno, a apenas oito meses das eleições legislativas,
defendendo que a iniciativa expôs fragilidades do próprio governo.
“Apresentar uma moção de censura fora do tempo é vir dizer publicamente ao país
que se está a governar mal.”
Para o PCD, denunciar falhas governativas é legítimo, mas criar instabilidade
institucional é agir contra os interesses nacionais.
“Criar o caos é agir contra o país. Quem não se interessa pelos destinos da
pátria age de forma antipatriótica.”
O partido alertou ainda para o risco de novos episódios de instabilidade
durante a discussão do Orçamento do Estado e das Grandes Opções do Plano, nos
próximos meses.
“O país deve estar atento. Podemos assistir à repetição deste cenário, o que
colocaria o povo numa crise insuportável.” João Bonfim / Presidente do PCD
O PCD garantiu que, caso estivesse representado na Assembleia da República, não
apoiaria uma moção de censura neste contexto político, reafirmando uma postura
de responsabilidade institucional.
“O PCD votaria contra esta moção por ser inadequada e desajustada ao momento.
Agimos sempre na defesa do país e da pátria.”
A conferência terminou com um apelo à estabilidade política e ao respeito pelas
instituições democráticas, num período considerado sensível para o futuro do
país.
POR: Ednel Abreu
Imagem: Siclay Abril
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