A Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) concluiu esta sexta-feira, 16 de outubro, as suas primeiras jornadas universitárias, que decorreram durante dois dias. Os participantes aprovaram uma declaração que reforça o papel da universidade como "instituição estratégica para a produção de conhecimento, a formação de competências e a promoção de soluções sustentáveis para os desafios do país".

Os trabalhos reuniram reflexões sobre sustentabilidade ambiental, desenvolvimento económico, saúde, valorização dos recursos nacionais, formação de capital humano e parcerias entre a universidade, o Estado e o setor privado. O texto reconhece que a concretização da visão do país para 2040 exige "uma ação coordenada, contínua e participativa de todas as instituições e forças vivas da sociedade".

A declaração, lida pelo vice-reitor, assenta em dez compromissos e recomendações:
1. Reforçar a qualificação e a valorização dos recursos humanos.
2. Adequar a oferta formativa às necessidades do desenvolvimento nacional.
3. Fortalecer a investigação científica, a inovação e a transferência de conhecimento.
4. Valorizar o conhecimento nacional, o património e os recursos endógenos.
5. Consolidar parcerias estratégicas entre a universidade, o Estado e o setor privado.
6. Promover a empregabilidade, o empreendedorismo e a inserção profissional dos jovens.
7. Reforçar a formação e a investigação nas áreas da saúde e do bem-estar.
8. Mobilizar recursos financeiros e assegurar a sustentabilidade institucional.
9. Assegurar a continuidade das políticas de desenvolvimento e a participação institucional.
10. Instituir mecanismos de acompanhamento e avaliação.
Na disposição final, os participantes defendem que o futuro do país depende da capacidade de "transformar o conhecimento em ação, a formação em competência, a investigação em soluções e as parcerias em resultados concretos para a sociedade".
A USTP apela ao reforço do compromisso do Estado, do setor privado e dos parceiros de desenvolvimento com a valorização do capital humano, a promoção da ciência e da inovação e a construção de um modelo "inclusivo, resiliente e ambientalmente sustentável". A instituição reafirma ainda a disponibilidade para assumir um papel ativo na construção do futuro do país.

Uma das responsáveis pela organização, na sessão de encerramento, lembrou que o país não tem falta de documentos estratégicos. "O problema não é elaborar, mas sim implementar", afirmou. 
Citando um dos oradores, disse que o diagnóstico é conhecido e que talvez falte "coragem para aplicar a injeção onde realmente precisa".Felicitou todos os que contribuíram para a iniciativa e disse esperar que esta seja "uma das muitas jornadas que ainda estão por vir".