Em São Tomé e Príncipe, o Programa Nacional de Luta Contra a VIH Sida,
Tuberculose, DSD e Hepatite Virais promove um ateliê de análise de dados com
vista à certificação internacional da eliminação da transmissão materno-fetal do
VIH.
"Hoje estamos cá reunidos, o Comitê Nacional de Validação da Transmissão do VIH Sida com o Comitê Internacional de Certificação da Eliminação da Transmissão da Mãe para o Filho, num ateliê de análise dos dados para saber se na realidade o país tem os dados reais para poder receber a validação da certificação." Alzira do Rosário Coordenadora do programa nacional de luta contra o HIV-SIDA

Segundo a responsável, a avaliação dos dados nacionais dos últimos quatro anos
demonstra uma taxa de transmissão entre 2 a 3%, abaixo do limite recomendado
pela OMS de 5%.
"Com esta avaliação de 4 anos situada entre 2 a 3%, então estamos aparentemente elegíveis para obter esta certificação. Mas, para isso, há necessidade que avaliadores internacionais analisem nossos dados e o sistema de saúde." Alzira do Rosário
O processo envolve a verificação da qualidade do atendimento às gestantes e a implementação de medidas de prevenção desde o pré-natal até o pós-parto.
"O ciclo de transmissão do VIH de mãe para filho tem sido combatido desde 2005. As gestantes fazem testes durante o pré-natal; as que forem seropositivas recebem tratamento antirretroviral e aconselhamento para o parto seguro. Após o nascimento, os bebês recebem AZT e são acompanhados até 18 meses, período médio da amamentação." Alzira do Rosário
O objetivo é garantir que as crianças nasçam livres do vírus, mesmo quando amamentadas, através do controle da carga viral materna.
"Os medicamentos diminuem consideravelmente o vírus no sangue da mãe. Assim, com a carga viral indetectável, a mãe não transmitirá o VIH ao bebê." Alzira do Rosário

Se a certificação internacional for concedida, São Tomé e Príncipe se tornará
um exemplo na região africana na eliminação da transmissão do VIH de mãe para
filho.
POR: Ednel Abreu
Imagem: TVS
GLEBA TV 2026