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Sindicato dos trabalhadores da EMAE  apresenta queixa-crime por irregularidades sucessivas na gestão da empresa

O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Água e Eletricidade deslocou-se à Procuradoria-Geral da República para formalizar uma queixa-crime que, segundo explicou, resulta de preocupações acumuladas em torno da gestão e funcionamento do setor energético.


Os sindicalistas sustentam que a atual situação da empresa não pode ser analisada apenas à luz dos acontecimentos recentes.


 ADÉLCIO | REPRESENTANTE SINDICAL


“Esse encontro baseou-se muito nas questões vividas pelo povo santomense, à base da crise energética que nós tivemos nos últimos tempos. Nós julgamos que essa situação toda não é de uma coisa que vem a esse tempo. Há várias ações muito mal feitas e decisões mal tomadas que acarretaram essa situação toda.”



Segundo o sindicato, a exposição entregue às autoridades procura desencadear um processo de averiguação sobre alegadas decisões tomadas ao longo de diferentes períodos de governação e respetivos impactos no desempenho da empresa.


ADÉLCIO | REPRESENTANTE SINDICAL


“Viemos relatar tudo aquilo que nós achamos que deve ser feito junto ao Ministério Público, junto ao Procurador da República, para poder averiguar e posteriormente chamar às responsabilidades as pessoas.”



Questionado pelos jornalistas sobre o conteúdo concreto da queixa e sobre a eventual existência de casos de corrupção, o representante sindical recusou avançar detalhes, alegando que o processo se encontra sob apreciação das autoridades.


– ADÉLCIO | REPRESENTANTE SINDICAL


“Nós não vamos revelá-lo aqui porque realmente está no segredo da Justiça e temos a certeza que o Procurador da República irá desencadear ações.”



O sindicato esclareceu ainda que, segundo a sua posição, a iniciativa não se limita à análise de contas da empresa, mas pretende que sejam avaliadas decisões e ações que, alegadamente, terão contribuído para dificuldades no setor energético.


 ADÉLCIO | REPRESENTANTE SINDICAL


“As ações que nós julgamos que foram feitas em diferentes governações têm acarretado consequências devastadoras para a EMAE.”


Até ao momento, não foram divulgados detalhes do conteúdo da queixa-crime. Caberá agora à Procuradoria-Geral da República avaliar os elementos apresentados e determinar eventuais diligências.