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Crise energética: Sindicato da EMAE dá ultimato ao Governo e admite greve se não houver soluções em duas semanas

O sindicato da Empresa de Água e Eletricidade EMAE considera que a crise energética em São Tomé e Príncipe ultrapassou todos os limites aceitáveis. Em conferência de imprensa, a direção sindical deu um prazo de duas semanas ao Governo para normalizar a produção de energia, sob pena de avançar para uma greve geral no setor.

Ilha do Príncipe debaixo de quedas constantes no fornecimento de energia eléctrica

A Ilha do Príncipe enfrenta desde 28 de novembro quedas constantes no fornecimento de energia elétrica. A EMAE justificou inicialmente o problema com a perda de potência nos geradores da central térmica e, mais tarde, com trabalhos de manutenção. Contactada, a responsável Sandra Costa não deu previsões para a resolução da situação. A ilha, que vinha beneficiando de vários meses de estabilidade energética, vê agora essa normalidade interrompida.

Escassez de água persiste na capital e arredores apesar das chuvas

A cidade capital e arredores enfrentam falta de água, afetando bairros como São João da Vargem, São Antônio, Budo-bubo e Reboque. Apesar das chuvas recentes, a produção permanece abaixo de 50% devido à escassez nos aquíferos e perdas na rede. Moradores relatam dificuldades diárias, enquanto a EMAE anuncia projeto financiado pelo Banco Europeu de Investimento para reduzir desperdícios e melhorar a distribuição a partir de 2026