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São Tomé e Príncipe capacita 31 guias para proteger estatuto de Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO

Trinta e um guias locais concluíram uma formação intensiva de sete dias sobre educação ambiental e conservação da biodiversidade, no âmbito da recente classificação de São Tomé e Príncipe como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. A iniciativa, financiada pela União Europeia e Cooperação Portuguesa, visa reforçar o papel dos guias como agentes de sensibilização ambiental e promoção do turismo sustentável.

Guias turísticos recebem formação sobre Reserva da Biosfera e turismo sustentável em São Tomé

Trinta e dois guias turísticos participam, durante cinco dias, numa formação promovida pela ADPM, no âmbito do projeto Plataforma de OSC. A iniciativa visa reforçar competências em turismo responsável e sustentabilidade, após São Tomé e Príncipe ter sido classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO, fortalecendo o papel dos guias na preservação ambiental e valorização do património nacional.

São Tomé e Príncipe torna-se o primeiro país do mundo com 100% do território classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO

Após cerca de dez anos de trabalho, a candidatura de São Tomé à Rede Mundial de Reservas da Biosfera foi aprovada pela UNESCO em setembro de 2025. O processo, coordenado por Mira António, responsável pelo Parque Natural de São Tomé, simboliza o compromisso do país com a harmonia entre o homem e a natureza. O estatuto traz novas oportunidades desde maior visibilidade turística e acesso a fundos internacionais, até bolsas para investigação científica mas exige também empenho nacional na criação de projetos sustentáveis. Mais do que um reconhecimento ambiental, a Reserva da Biosfera valoriza igualmente a cultura, as tradições e o modo de vida das comunidades santomenses, consolidando São Tomé e Príncipe como exemplo global de conservação e desenvolvimento sustentável.

São Tomé e Príncipe prepara candidatura de Patrimônio Cultural Imaterial à UNESCO

O secretário-geral da Cultura destacou a formação de técnicos e agentes culturais para preparar a inscrição de bens do patrimônio cultural imaterial (PCI) de São Tomé e Príncipe junto à UNESCO. O trabalho, iniciado com inventários realizados em abril e maio, visa garantir a salvaguarda de práticas culturais em risco de desaparecimento. A expectativa é que em um a dois anos o país possa apresentar oficialmente a candidatura.