O evento, que decorre entre os dias 3 e 5 de março, reúne delegações de Cabo Verde, Comores, Guiné-Bissau, Maurícia e Seychelles, além de representantes das Nações Unidas, da FAO e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Na abertura do Fórum, promovido pela FAO, os intervenientes foram unânimes: as ilhas enfrentam vulnerabilidades estruturais graves, mas também possuem enorme potencial económico. A Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa destacou que os pequenos Estados insulares não devem ser vistos como frágeis.
“Os pequenos Estados insulares não são pequenos. São
grandes Estados oceânicos, com vastas zonas económicas exclusivas e um papel
estratégico nas agendas globais. Precisamos de justiça climática e mais
financiamento para enfrentar os impactos das alterações climáticas.”

A responsável sublinhou ainda que investir nas ilhas é investir na dignidade das populações e na autonomia dos países.
Em nome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, foi reforçado o compromisso com uma transformação estrutural dos sistemas alimentares.
“A transformação dos sistemas alimentares não é apenas
produzir mais, é produzir melhor, com maior valor acrescentado, mais
resiliência climática e maior inclusão social.”

A FAO garantiu apoio técnico e mobilização de investimentos públicos e privados para tornar os projetos viáveis. Por outro lada o Coordenador residente das nações unidas em STP Eric Overvest destacou na sua intervenção que:
“O mundo produz alimentos suficientes para todos o desafio não é apenas de produção mas de governação financiamento e Equidade do sistemas alimentares mal estruturado aprofundam desigualdades fragilizam economias e ampliam vulnerabilidades estruturais por essa razão a transformação desses sistemas passou a ter um papel Central na agenda Global na intercessão o clima desenvolvimento sustentável estabilidade Econômica”

O Governo são-tomense reafirmou o compromisso com a Agenda 2030 e com a economia azul.
“Precisamos acelerar as nossas ações para garantir
segurança alimentar, reduzir a pobreza e fortalecer a resiliência económica do
país.”

Foram destacados instrumentos estratégicos já aprovados para o setor das pescas e da economia azul.
O Fórum decorre até ao dia 5 de março e pretende transformar ideias em projetos concretos, capazes de gerar impacto direto na vida das populações insulares africanas.
O encontro reforça o posicionamento estratégico das ilhas africanas como polos de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento azul.
POR: Varela Tavares
Imagem: Siclay Abril
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