A coligação MCI/PS-PUN e a Ação Democrática Independente selaram hoje um acordo que garante uma maioria absoluta de 29 deputados na Assembleia Nacional, para a décima segunda legislatura, de 2026 a 2030.
Nas legislativas de setembro, nenhum partido alcançou os 28 deputados necessários para a maioria. Dos 55 lugares, o MLSTP elegeu 24 e o ADI elegeu 23. A coligação MCI/PS-PUN elegeu seis e o Movimento Basta elegeu dois. Com isso, a coligação tornou-se o fiel da balança.
Antimónio Monteiro, presidente da coligação MCI/PS-PUN]
"Nenhum partido alcançou a maioria de 28 deputados, e a nossa coligação tornou-se fiel da balança. (…) Decidimos dar sustentabilidade parlamentar ao ADI, para proporcionar uma maioria confortável de 29 votos no parlamento, o necessário para governar com estabilidade."
Antimónio Monteiro lembrou que a coligação foi impedida de apresentar candidaturas em cinco dos oito círculos eleitorais, por decisão do Tribunal Constitucional. Mesmo assim, com apenas três círculos, elegeu seis deputados e tornou-se a terceira força política do país. O líder da coligação deixou claro que o MCI/PS-PUN não fará parte do próximo Governo e que manterá a sua independência política.
Antimónio Monteiro
"Estabilidade não significa silêncio, e o apoio não significa passar um cheque em branco."
Já Américo Ramos, líder do ADI, que será chamado a chefiar o Executivo, garantiu que o acordo não é uma mera partilha de poder. Trata-se, disse, de um compromisso programático assente em quatro prioridades:
- a estabilização económica e a proteção do poder de compra das famílias, com medidas contra a inflação;
- a resolução da crise energética e do abastecimento de água, com aposta nas energias renováveis;
- a transparência e o combate à corrupção;
- a modernização da saúde e a valorização da educação.
Américo Ramos líder do ADI
"O povo santomense legou-nos um mandato inequívoco. A nação não pode ficar refém de impasses estéreis."
O acordo prevê ainda mecanismos regulares de concertação entre o Governo e o Parlamento. Américo Ramos prometeu que a escolha de quadros para o Executivo e para a administração do Estado obedecerá a critérios de mérito e competência.
Américo Ramos
"Ancorados nesta maioria absoluta, assumimos a estabilidade política como o maior ativo do Estado."
Com o acordo assinado, o país fica com uma maioria parlamentar definida. Resta saber como será o equilíbrio entre o apoio e a fiscalização que a coligação promete. Para o MCI/PS-PUN, o lema continua a ser "menos promessas e mais ações".