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Educação Cívica mobiliza jovens para participação ativa no processo eleitoral em São Tomé e Príncipe

No âmbito do projeto “Fortalecimento Democrático – Vozes das Mulheres e dos Jovens em São Tomé e Príncipe”, a Associação das Mulheres Juristas de São Tomé e Príncipe tem estado a realizar campanhas de educação cívica em várias escolas do país.


A coordenadora do projeto, Ludmila Leal, explicou que a iniciativa visa preparar os jovens para uma participação mais ativa e responsável na vida política do país.


Basicamente, a campanha de educação cívica tem como objetivo ajudar os meninos a conhecerem aquilo que são os seus direitos fundamentais e também ajudá-los a compreender como é que eles devem atuar com base nesses mesmos direitos, como é que eles devem atuar e participarem mais ativamente no processo de desenvolvimento do país, nomeadamente no processo eleitoral.” Ludmila Leal


A responsável recorda que o projeto surge como resposta às recomendações feitas pela missão de observação da União Europeia nas eleições de 2022, que apontou a fraca participação de jovens e mulheres no processo eleitoral.


Este projeto surge em resposta daquilo que foi a missão de observação da União Europeia nas últimas eleições ocorridas em 2022 () sobretudo naquilo que é a questão da fraca participação de jovens e mulheres no processo eleitoral.Ludmila Leal


As ações já passaram pelo Liceu Maria Manuela Margarido, em Mé-Zóchi, e pelo Liceu Sum Mé-Xinhon, em Lobata, e deverão estender-se também à Região Autónoma do Príncipe. 


Durante as sessões, os estudantes partilharam as suas reflexões sobre o papel do voto e a responsabilidade cívica. A aluna Janice Mota destacou a importância de votar de forma consciente:


Essa atividade serve para demonstrar a nós jovens que vamos votar agora, para saber a importância do voto e saber quem que nós vamos escolher para ser o nosso representante. Janice Mota  Estudante


A jovem defende ainda que o voto não deve ser influenciado por laços familiares ou interesses pessoais:


Nós devemos parar de votar pelo fato de ele ser meu tio. () Se ele não faz algo bem para o povo, eu deveria pensar e analisar.


Também o estudante Gilnardo Gomes sublinhou o valor da democracia:


A democracia é para o povo decidir seus representantes. Se o povo não pode bem decidir seus representantes, nós somos aqueles que vamos sofrer as consequências. Gilnardo Gomes  Estudante


Para o mesmo, o futuro do país está nas mãos dos cidadãos: O futuro do nosso país não está nos nossos políticos, não está nos nossos representantes, está nas nossas mãos.Gilnardo Gomes


Esther Nicolau considera que a atividade é essencial para evitar o voto por impulso:


Eu acho essa atividade muito boa, muito crucial, porque vem nos preparar para que um dia, quando formos votar, não votemos pela emoção e sem saber para quem estamos a votar. Esther Nicolau Estudante


O projeto inclui ainda reuniões comunitárias com mulheres em diferentes distritos e prevê formações dirigidas ao sistema judicial, reforçando a promoção dos direitos e da participação cívica em todo o país. A iniciativa pretende assim contribuir para uma cidadania mais consciente, participativa e comprometida com o desenvolvimento democrático de São Tomé e Príncipe.

 


Por: Ednel Abreu

Imagem: Siclay Abril

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