Foi inaugurada esta terça-feira, na Escola Básica Manuel Trindade Sousa Pontes, uma nova infraestrutura agrícola concebida para fortalecer a alimentação escolar e melhorar as condições de aprendizagem dos estudantes.

O projeto, financiado pela Cooperação Portuguesa e executado pela TESE, integra uma estufa escolar, um sistema de irrigação alimentado por captação de águas pluviais, energia solar e estruturas de apoio à produção agrícola.
Eurídice Medeiros - Representante da Ministra da Educação
“Hoje celebramos uma realização que vai muito além da construção de uma simples estufa escolar. Trata-se de um investimento integrado e estruturante, concebido para fortalecer a produção agrícola da escola, melhorar as condições de aprendizagem dos alunos e contribuir para a promoção de hábitos alimentares mais saudáveis.”

Além da estufa, foram instalados reservatórios elevados, sistemas de bombagem e distribuição de água, painéis solares e áreas destinadas ao armazenamento de equipamentos e sementes.
A iniciativa pretende aumentar a disponibilidade de produtos hortícolas frescos para a cantina escolar e, ao mesmo tempo, criar oportunidades educativas ligadas à agricultura sustentável, energias renováveis e gestão dos recursos naturais.
Eurídice Medeiros - Representante da Ministra da Educação
“Não há cabeça nutrida sem barriga nutrida. Não há barriga nutrida sem um prato nutritivo. Não há prato nutritivo sem uma horta produtiva.”
A escola já dispunha de uma horta escolar, mas passa agora a contar com uma área de cultivo biológico reforçada, composta por unidade de compostagem, horta a céu aberto com mais de 190 metros quadrados, uma estufa com cerca de 130 metros quadrados e um sistema de rega gota a gota abastecido por um reservatório de 14 mil litros de água da chuva.
Para a direção da escola, a infraestrutura representa um novo instrumento pedagógico.
Argemiro Martins — Diretor da Escola Básica Manuel Trindade Sousa Pontes
“A estufa é um espaço fora da sala de aulas, onde os alunos aprenderão a cuidar das plantas, manusear os alimentos, proteger a natureza e assimilar hábitos alimentares saudáveis.”

Segundo os responsáveis pela execução do projeto, o sistema já está operacional e começou a produzir.
Sebastian Dijéus — Coordenador da TESE
“A estufa já é funcional, o sistema de rega está a funcionar. Já fizemos uma primeira cultura de tomateiro e também temos um viveiro com tomateiros e pimentão que será transplantado para dentro da estufa.”

Durante a cerimónia, a Cooperação Portuguesa destacou que o projeto responde aos desafios da segurança alimentar em São Tomé e Príncipe e pretende reduzir a dependência alimentar através da produção local.
Luís Leandro da Silva — Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe
“Num país insular como São Tomé e Príncipe, onde os recursos são limitados e a dependência de importações é elevada, a estufa escolar permitirá dar uma resposta nutricional imediata e reforçar a resiliência do sistema alimentar escolar.”

Mais do que uma infraestrutura agrícola, a nova estufa escolar surge como uma aposta na educação, na sustentabilidade e no futuro das crianças santomenses, transformando a alimentação escolar num instrumento de aprendizagem e desenvolvimento.