A iniciativa reuniu alunos, professores e técnicos da área social para debater temas ligados à educação, proteção infantil, violência doméstica, abuso sexual, cidadania e educação parental.

O diretor da Escola Básica de Riboque Santana, Gero Grácio Xavier da Cruz, manifestou satisfação por a instituição ter sido escolhida para dar início às atividades comemorativas.
"Fico muito lisonjeado pelo facto de a minha escola ser a primeira a dar abertura a esta atividade, com temas muito pertinentes como a importância da escola, comportamento, abuso sexual e violência doméstica", afirmou.
Segundo o responsável, a participação dos alunos demonstrou o interesse das crianças pelos assuntos abordados.
"Muitas crianças conseguiram fazer perguntas pertinentes. Eu acho que estão a gostar e a interagir muito bem com os temas apresentados", destacou.
O diretor sublinhou ainda a importância dos programas de apoio às famílias vulneráveis e de educação parental desenvolvidos pela Direção de Proteção Social, considerando que estas iniciativas ajudam a combater o abandono escolar e a garantir melhores condições de aprendizagem para as crianças.
"O objetivo é ajudar as crianças para que possam ter materiais escolares, alimentação adequada e melhores condições para aprender", acrescentou.
Por sua vez, a chefe do Departamento de Proteção da Criança da Direção de Proteção Social, Cremilde Quaresma, explicou que a escolha dos temas pretende sensibilizar os alunos para os seus direitos e deveres, ao mesmo tempo que preserva a memória histórica do Dia da Criança Africana.
"Queremos que as crianças entendam que o 16 de junho não é apenas uma data comemorativa. Houve acontecimentos importantes que levaram à criação desta data e é fundamental que elas conheçam essa história", explicou.
A responsável destacou ainda que a proteção dos direitos da criança exige um trabalho contínuo junto das famílias e das comunidades.
"Temos programas de educação parental que orientam os pais para práticas positivas. Trabalhar a criança hoje é preparar adultos responsáveis para o futuro", afirmou.

Durante a palestra, foram também abordados temas relacionados com o registo civil, considerado um direito fundamental para garantir o acesso à educação e a outros serviços essenciais.
As crianças participaram ativamente nas sessões, demonstrando conhecimento sobre os temas discutidos e partilhando experiências e reflexões.
A aluna Aline Joaquim, da quinta classe, considerou a iniciativa importante para incentivar outras crianças a frequentarem a escola.
"Achei muito boa. Pode incentivar outras crianças a gostarem de vir para a escola, estudar e serem melhores na sua vida", disse.
Questionada sobre o que aprendeu, a estudante destacou o valor da educação.
"Aprendi que, se viermos para a escola, podemos aprender muitas coisas, como ler, escrever e ajudar os nossos pais, familiares e a nós mesmos."
Outro dos temas que despertou maior interesse entre os alunos foi a prevenção da violência doméstica e sexual.
Aline Joaquim afirmou que as crianças devem denunciar situações de violência sempre que tenham conhecimento delas.
"Posso dizer ao professor ou à minha mãe para ligar à polícia e ajudar um colega que esteja a sofrer violência doméstica ou violência sexual", explicou.

Também o pequeno Aleres, aluno da segunda classe, demonstrou ter assimilado mensagens importantes sobre proteção infantil.
"Aprendi que ninguém pode tocar no nosso corpo de forma errada. Se alguém tentar fazer isso, devemos chamar os adultos para nos ajudarem", contou.
Já Mauro César Fernando Rosário destacou a importância de denunciar situações de violência e respeitar os limites do corpo de cada pessoa.
"Aprendi que existem partes do corpo que outras pessoas não podem tocar e que, quando uma criança sofre violência, deve falar com um professor ou com um adulto", afirmou.
As atividades de sensibilização prosseguirão nos próximos dias em outras escolas do país, culminando a 16 de junho com ações dedicadas à promoção dos direitos, da proteção e do bem-estar das crianças são-tomenses.