Num momento de crescente pressão sobre os países em desenvolvimento, o Governo de São Tomé e Príncipe e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento reuniram parceiros institucionais, sociedade civil e representantes internacionais para analisar o ponto de situação da execução do Programa País 2023–2027.
Durante a abertura dos trabalhos, o Executivo destacou o papel contínuo das Nações Unidas no apoio às prioridades nacionais e sublinhou que esta revisão deve servir para medir resultados concretos e ajustar estratégias.
Ilza Amdo Vaz - REPRESENTANTE DO GOVERNO
*"A presente revisão intercalar se afigura como um exercício de responsabilização e orientação estratégica, permitindo avaliar desafios persistentes, introduzir ajustes necessários e assegurar que até 2027 os esforços se concentrem nas áreas em que a contribuição mútua possa gerar maior valor acrescentado e impacto transformador para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe."*
Entre os setores considerados prioritários estão o desenvolvimento humano, inclusão social, ação climática, gestão sustentável dos recursos naturais, energia, crescimento verde e azul e o reforço da boa governação.
O Governo alertou ainda para os efeitos das crises internacionais, que têm reduzido o acesso ao financiamento externo e aumentado a vulnerabilidade dos pequenos Estados insulares.
Ilza Amdo Vaz - REPRESENTANTE DO GOVERNO
"A otimização dos recursos disponíveis e o reforço da nossa resiliência tornam-se imperativos incontornáveis e exigem o fortalecimento de parcerias sólidas, fiáveis e orientadas para resultados."
Por sua vez, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento reafirmou o compromisso com as metas nacionais e defendeu que São Tomé e Príncipe continua a demonstrar capacidade de adaptação e visão estratégica perante os desafios globais.
Segundo o PNUD, os últimos anos permitiram avanços em áreas como saúde, empreendedorismo, igualdade de género, justiça, adaptação climática, energia renovável e fortalecimento institucional.
Luc Gnonlonfoun Representante Residente PNUD-STP
"Desejo reafirmar hoje, de forma inequívoca, que o PNUD continua plenamente empenhado em apoiar as aspirações de desenvolvimento nacional do país e em acompanhar as suas instituições na resposta tanto aos desafios imediatos como às transformações a longo prazo."
O organismo internacional considera que esta avaliação intermédia vai além de um exercício administrativo e representa uma oportunidade para questionar prioridades, medir impacto e corrigir trajetórias.
Luc Gnonlonfoun Representante Residente PNUD-STP
"A revisão de médio prazo é muito mais do que uma exigência processual. É um momento de reflexão, prestação de contas e tomada de decisões estratégicas."
Entre as áreas que deverão ganhar maior atenção até ao final do ciclo estão a diversificação económica, transformação digital, resiliência climática, inclusão social e criação de oportunidades para mulheres e jovens.
O PNUD destacou ainda o reconhecimento internacional de São Tomé e Príncipe pela preservação ambiental e pela classificação integral do território nacional como Reserva Mundial da Biosfera.
Luc Gnonlonfoun Representante Residente PNUD-STP
"O desenvolvimento não se mede apenas por indicadores económicos. Mede-se pela solidez das instituições, pelas oportunidades disponíveis para os jovens e pela esperança que as pessoas têm no seu futuro."
No encerramento, Governo e parceiros reforçaram o apelo à participação ativa das instituições públicas, setor privado, sociedade civil e meios de comunicação social para transformar as conclusões desta revisão em ações concretas. A meta comum permanece clara: garantir que o Programa País produza resultados mensuráveis e contribua para melhorar as condições de vida dos são-tomenses até 2027.