A Federação Santomense de Futebol realizou um ateliê de avaliação e desenvolvimento do futebol amador, numa iniciativa apoiada pela FIFA. O encontro reuniu dirigentes, árbitros, treinadores e representantes de clubes para analisar a situação atual do futebol nacional e definir estratégias para o seu crescimento.
Segundo Adelso Costa, presidente da Associação dos Árbitros de Futebol de São Tomé e Príncipe, especialistas enviados pela FIFA realizaram um diagnóstico do futebol santomense, identificando desafios e oportunidades para o desenvolvimento da modalidade.
"O objetivo é perceber em que ponto estamos e definir o caminho para alcançar um futebol mais organizado e capaz de revelar novos talentos", afirmou.
Durante os debates, os participantes destacaram que o futebol nacional continua dependente do financiamento da FIFA, enquanto o investimento governamental e o apoio do setor privado ainda são considerados insuficientes.
Para Adelso Costa, a profissionalização do futebol exige um plano gradual de investimento na formação de jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes, além da criação de mecanismos de identificação e acompanhamento de talentos nas escolas e comunidades.
Já o vice-presidente da Federação Santomense de Futebol para a área de formação, Luís Dalva, explicou que a FIFA pretende apoiar a transformação do atual modelo amador para uma estrutura mais organizada e sustentável.
Segundo o dirigente, o projeto poderá abrir caminho para novas linhas de financiamento destinadas ao fortalecimento dos clubes, melhoria das infraestruturas e desenvolvimento das competições nacionais.
Luís Dalva destacou ainda que muitos clubes enfrentam dificuldades estruturais, incluindo a falta de sedes próprias e limitações financeiras, fatores que dificultam a evolução para níveis mais elevados de organização.
A selecionadora nacional feminina e ponto focal do futebol feminino, Lígia Santos, considerou o ateliê uma oportunidade importante para reforçar a formação e melhorar a articulação entre a Federação, as escolas, universidades e instituições governamentais.
Na sua opinião, o país possui muitos talentos que precisam apenas de melhores condições para se desenvolverem.
"Temos muitos diamantes por lapidar. Com formação, união e investimento, acredito que podemos dar um salto significativo na qualidade do nosso futebol", afirmou.
Os participantes defenderam uma maior colaboração entre Federação, Governo, instituições de ensino e parceiros privados, considerando que esta união será fundamental para criar bases sólidas para o crescimento do futebol santomense.
A iniciativa enquadra-se nos programas de desenvolvimento da FIFA e poderá servir de base para futuras ações de modernização e profissionalização do futebol em São Tomé e Príncipe.