
A cidade de São Tomé enfrenta desafios crescentes ligados à urbanização desordenada, saneamento precário e falta de disciplina cívica. Durante o fórum, os participantes foram confrontados com uma realidade preocupante, que exige mudanças imediatas.
O diretor presente no evento destacou a importância da iniciativa, sublinhando que trouxe à tona questões pouco conhecidas por muitos cidadãos.
“Eu acho que essa iniciativa é boa, porque ela trouxe assuntos muito importantes. E todos os intervenientes [...] trouxeram algo que muitos de nós não conhecíamos.”

Entre os principais problemas apontados estão edifícios degradados, construções em locais impróprios e a fraca organização da cidade, refletida no comportamento dos próprios cidadãos.
“Hoje transformou a nossa cidade numa desorganização total. As pessoas vestem como querem, atiram papéis no chão, cospem, insultam-se, estacionam como querem.”
O responsável alertou ainda para a necessidade de agir com prevenção e اتخاذ medidas no momento certo, evitando o agravamento dos problemas.
“É preciso ter duas coisas: primeiro, a prevenção. Segundo, atuar no momento próprio para evitar que os problemas cresçam.”
Outro ponto crítico abordado foi o saneamento básico, considerado alarmante, sobretudo no distrito de Água Grande.
“A saúde pública na cidade de Água Grande é péssima. Os esgotos estão ao ar livre, entupidos, e quando chove, a cidade fica inundada.”
Apesar da relevância do tema, foi notada a ausência de representantes das autarquias, o que gerou críticas por parte dos participantes.
“Os presidentes da Câmara deveriam estar aqui, porque têm o poder de execução no distrito. Infelizmente, não apareceram.”
Por sua vez, a vice-presidente da ONG organizadora, Jucidineide Varela, explicou que a criação da organização surge da preocupação dos jovens com a degradação ambiental e urbana.
“Nós somos jovens e estamos a ver como está a nossa cidade. Então criamos essa associação para tentar resolver os problemas da sociedade santomense.”

A responsável destacou ainda que o fórum serviu para refletir sobre o futuro da cidade e a necessidade de um novo planeamento urbano.
“A cidade já está congestionada, há muita gente e já não aguenta. É preciso repensar numa outra cidade.”
Com duração de dois dias, o fórum abordou temas como urbanização e saneamento, com o objetivo de promover mudanças de comportamento e políticas públicas mais eficazes.
“Nós queremos voltar a ser aquela cidade que antes se dizia: São Tomé é a cidade mais limpa de África.”
Os organizadores garantem que novas iniciativas e campanhas de sensibilização serão realizadas, envolvendo diferentes instituições, numa tentativa de transformar São Tomé numa cidade mais organizada, limpa e sustentável.