A coligação MCI-PS/PUN já reagiu aos resultados das eleições. Apesar de ter sido, segundo o seu líder, impedida de concorrer em todos os distritos, o partido garante seis deputados e diz-se determinante para a formação do futuro governo. As declarações foram feitas esta noite, num balanço marcado por críticas ao Tribunal Constitucional e à cobertura feita pela televisão.
A leitura da coligação é de vitória. O líder sustenta que, mesmo restringido a três distritos, o partido venceu onde lhe foi permitido concorrer, elegendo seis mandatos que, garante, poderão ser decisivos para a maioria parlamentar.
"Se nos deixassem concorrer em pé de igualdade com todos os partidos, hoje estaríamos de facto a celebrar a vitória nestas eleições. Fomos impedidos, mas mesmo nos três distritos onde entenderam que o MCI-PS pudesse participar, nós fomos vitoriosos. Temos seis deputados garantidos."
Questionado sobre eventuais alianças, o dirigente confirma que já houve contactos informais, mas recusa falar em acordos fechados.
"Fomos contactados para termos conversas. Não fechamos as portas a ninguém, vamos conversar, vamos ouvir. Mas a nossa responsabilidade é, sobretudo, com o povo. Não há acordo nenhum. O nosso acordo é o povo, focado ao serviço do povo de São Tomé e Príncipe."
Nas críticas, o líder aponta o dedo ao Tribunal Constitucional, que acusa de ter excluído a coligação de concorrer em todos os distritos, e manifesta preocupação com a forma como a televisão pública terá conduzido a cobertura eleitoral.
"Sabiam que a coligação podia ganhar estas eleições, por isso o Tribunal Constitucional tirou aos nossos militantes o direito ao voto. Uma televisão de serviço público, financiada por todos os cidadãos, deve garantir tratamento equilibrado, plural e respeitoso a todas as forças políticas, especialmente num período eleitoral." Domingos Monteiro / Presidente da Coligação MCI-PS/PUN
O responsável deixou ainda uma palavra de agradecimento aos militantes e à diáspora, apelando à união, à serenidade e à vigilância sobre todo o processo eleitoral.
"A nossa caminhada não termina aqui. Devemos continuar unidos, porque o objetivo maior é que São Tomé e Príncipe ultrapasse o marasmo e encontre um caminho de desenvolvimento e dignidade. O povo deve estar sempre em primeiro lugar." Domingos Monteiro / Presidente da Coligação MCI-PS/PUN
O MCI-PS/PUN assume-se, assim, como possível "fiel da balança" na formação do próximo governo. Uma decisão que, garante a coligação, só será tomada depois de ouvidos todos os partidos.